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sexta-feira, 25 de julho de 2025

Masmorra Bagunçada

 Criação de Texto com IA

Estou passando por um dos meus muitos períodos de crise criativa, embora seja uma crise bem seletiva, ate consigo pensar em conceitos de rpg e aventuras mais simples e algumas complexas mas passar os conceitos para textos estruturados esta relativamente difícil, de modo que uma vez que se começa a escrever se da de cara com uma parede branca que virou a pagina do blog vazia.

A produção de conteúdo nessa pagina é desmonetizada, voltada para juntar minhas ideias mais comuns e loucas, organizar pensamentos, receber torrentes cerebrais em forma de textinhos e poemas ou seja, o valor comercial ou mesmo de nicho desse blog é inexistente a não ser que as visões singulares de um narrador de RPG com anos demais investidos no Hobbie valham o suficiente para virar um nicho.

Ainda assim as semanas passando e eu não conseguindo alimentar o blog costumam me causar um sentimento ruim, somando-se a perguntas de amigos de porque não escrevo no blog, ou porque estou em crise, ou se ainda estou em crise criativa, quando acho que vou sair e outras maluquices que me fazem pensar na idade mental de alguns deles, acabam por alimentar minha pressa para escrever seja o que seja, contudo processo criativo não pode ser apressado, quanto mais você força , mais precisa, menos parece que ele está pronto.

Ou será que não?

Um amigo meu em uma discursão me fez ter um ponto de vista sobre o uso de IA como ferramenta para ideias, para indexar necessidades e formatar textos, dando as especificidades certas a ferramenta e falando sobre suas necessidades com clareza em forma de comandos o suficiente ela serviria como uma calculadora de ideias que poderia sintetizar de maneira satisfatória seus pensamentos em forma de texto, em suma, uma calculadora de ideias, uma ferramenta semelhante a calculadora para uma disciplina não exata como a escrita.

Meu exercício particular dessa ideia veio em dois posts, os dois com o mesmo tema, mais com forma e substancia notavelmente diferente, posso dizer que o IA no futuro possa servir como calculadora de ideias de fato mais no momento, parece crua ainda para tal uso devido ao que meu próprio experimento me revelou.

Entre as vantagens da IA percebidas estavam principalmente a velocidade em comparação ao processo de pensamento e escrita por digitação, os tópicos surgem velozmente e permitem revisão rápida, a formatação aparece relativamente organizada, bom , pelo menos melhor que a minha com certeza e existe uma discursão aqui sobre geração de ideias , não exatamente organização das mesmas, pois a forma crua do texto organizado pode servir para ajudar a superar bloqueios, talvez use novamente para me ajudar a formatar textos, mais na formação dos mesmos vi alguns problemas. Os ajustes através dos comandos davam pouca diferença no resultado final sendo necessário curar o texto de modo que mesmo tendo criado por IA 80% precisou ser curado, a IA apresenta erros factuais como apresentar algo sob uma ótica dualista que na verdade não existe, mesmo com edição humana o texto pareceu genérico e raso porque eu não quis o reescrever do zero apenas mantendo a linha central de pensamento da maquina e na eventualidade de gerar algo profundo por simples força da aleatoriedade ela surge sem contexto com relação ao restante do texto.

Em minha experiência a IA demonstra alguns usos para encurtar alguns caminhos mais para criação de textos em um exercício puramente criativo e não acadêmico ela possui carências visíveis que não deve substituir a visão humana tão cedo.

Convido aqueles com paciência para o exercício, a ler os 2 textos e me falar pessoalmente suas impressões de ambos.

Masmorra Bagunçada

 Fadas Como Representação do Medo da Floresta

Quando eu era mais novo, se tornava comum imaginar que as sombras da sala onde eu dormia à noite, eram criaturas que não deveriam estar lá. Ainda que eu não tivesse medo do escuro propriamente dito, minha imaginação sempre me pregava peças quando ficava acordado tempo demais, lendo apenas com a luz do poste a frente de casa ou ate mesmo das luzes de casa quando sentia que meus pais não iriam notar, que eu poderia ficar acordado ate muito mais tarde. Tenho historias estranhas de perda de sono que me custaram alguns ferimentos por estar desatento pelo dia, um arranhão profundo em uma perna que virou uma feia cicatriz que durou anos para diminuir e que por muito tempo parecia um feio verme subindo por minha perna, contudo isso me levou a uma familiaridade com uma sensação que acredito que a maioria das pessoas não está realmente acostumada, a de estar no escuro cercado por mistério e você tem apenas uma fonte de luz com você, ao redor um mar negro que parece que não existe.

Quem pode dizer o que é possível
encontrar em uma mata sombria

Muitos diriam que a sensação é terrível, que é aterradora, não ver o que está a sua frente causa um desconforto impar, suas mãos se estendendo em direção ao escuro para agarrar nada ou para agarrar algo que você não imaginava que estava ali, ser visto sem ver é um medo muito explorado, mas sabe, talvez por normalmente essa situação estar sempre em minha casa eu não sentia um terror tão primal quanto eu já ouvi de amigos que corriam para a cama por medo do corredor escuro após usarem o banheiro, não, minha primeira experiência com o medo da noite foi em uma caçada que durou demais, vivo em uma região de mata e era comum fazer visitas aos ermos e quando mais jovem cheguei a viajar bastante, em uma dessas viagens me vi sozinho em uma réstia de floresta, levando em consideração a região onde vivo, fragmento da mata atlântica e era lua cheia, com a cabeça cheia de lendas e superstições eu afirmo, ver o suficiente para que as imagens a sua frente estejam distorcidas pela luz, para mim foi muito pior que não ver nada, com frequência eu via rostos sorridentes entre arvores, com frequência eu via mãos se movendo atrás de troncos e pernas erguendo moitas, episodio de terror noturno, qualquer um pode explicar logicamente, mais levando isso em consideração não é de se surpreender que existam tantas lendas sobre as florestas e algumas que por sua idade sejam mencionadas em lendas seculares.

"Por Trás das montanhas, por entre os caminhos, ninguém ousa caçar por medo dos homenzinhos - disse o homem na barraca para o grupo de aventureiros enquanto apontava para a serra próxima rodeada por uma frondosa floresta - ninguém vai para lá, ninguém volta de lá."

Locais selvagens são locais de medo, de terror, visto como locais encantadores ligados ao natural, muitos esquecem que é um domínio além do homem e que não se pode esperar prever tudo que se pode encontrar, dentro desse imaginário, Fadas do folclore Europeu, não no padrão Disney mais algo próximo dos Sidhe surgiram para encarnar o medo do desconhecido, o medo do selvagem e o medo da floresta, surgindo como seres ambíguos devido a própria natureza de dependência, cooperação e medo que o homem tem com a natureza, em uma sociedade tão fechada quanto seria uma vila medieval é necessário manter o rio limpo, pois se tem poucos locais para conseguir agua, então não se joga corpos na agua ou se caga no rio, é de interesse manter as terras boas então você não envenena o solo, mas é imprescindível manter a floresta longe, justificando queimadas ou atitudes mais enérgicas como devastação de áreas inteiras com troncos sendo retirados pela raiz pela força de cavalos.

Era um equilíbrio difícil e muito frágil,  o homem gostava de comer coelhos, gostava de colher as amoras selvagens, mas se embrenhar muito na floresta significava morrer e a morte podia vir por lobos, leões, cobras, simplesmente se perder em meio a caminhos estranhos e esses existem, caminhos que parecem criados por alguém mais que ninguém de duas pernas realmente andou por eles.

Para racionalizar tudo isso, criar formas de ensinar as crianças e dar forma ao próprio medo o ser humano criou um folclore denso com duendes, anões, gnomos e goblins o ser humano criou as fadas. Dando forma ao seu medo o ser humano conseguiu criar rituais, reais ou não, para tentar afastar o que era ruim e atrair o que era bom, porque em tempos de trevas o mal podia vir de locais onde era impossível se evitar.

“Ah, mas você precisa viajar pela floresta de novo e de novo… - disse a velha senhora para mim -  Você precisa ter a sorte de evitar o lobo todas as vezes… Mas o lobo… o lobo só precisa de sorte uma vez.”

Em cenários de RPG contudo esse medo pode ser real, a floresta ao redor da vila pode ter lobos que sabem falar, pode ter goblins com botas de ferro, caminhos que se movem quando percorridos uma vez para nunca mais voltar fazendo com que seus viajantes se percam em outros mundos.

Eu vi um homem de rosto borrado
com um cavalo de palha, EU JURO

Usar historias como Rip Van Winkle que sumiu por 1 dia e na verdade esteve fora por 50 anos, como a bruxa canibal que possui uma casa de doces em João e Maria, Colinas em volta de círculos de cogumelos que uma vez percorridas a pessoa nunca volta, as historias que os ratos da cidade comem segredos.... e dentes humanos....historias onde por brincadeiras seres zombeteiros trocam os corpos de pessoas com animais, fazem promessas falsas, sequestram todas as crianças de uma cidade com uma musica hipnótica ou oferece desejos em troca de vence-la em um jogo de esconde-esconde. As possibilidades são muitas embora as pessoas estejam acostumadas demais a usarem combates contra goblins a lá goblin slayer e encontros com bandidos, mas se os goblins dessa vez não forem monstrinhos canibais? se eles estiverem sumindo com crianças para dentro de tocas de camundongos que dão para outro mundo? Tudo pode ser belo, assustador e incrível basta pensar fora da caixa.

“Mas os adultos nunca nos ouvem em nada e nunca acreditam na gente quando contávamos sobre a voz úmida e suave que vem de dentro do poço.”

Ideias concretas para seres e monstros muitas vezes escapam da visão dos rpgistas, pessoas são afinal, limitadas por suas experiências e melhor imaginamos aquilo que já temos uma base para pensar, assim apresento algumas ideias para antagonistas envolvendo fadas, para que criem suas próprias aventuras, as ideias contudo, como já expliquei em alguns postas viram sem uso de fichas não apenas para evitar limitações como para que você mesmo tente exercitar um pouco seu cuidado para com seu grupo e tentar criar algo para eles a partir do que você lê.

A Senhora dos Espinhos

“Ela não fala. As rosas ao seu redor falam por ela.”

Uma figura sutil e alta, dizem que é uma mulher mais ela apenas anda pelos caminhos vestida com um manto de folhas, alguns acreditam que seja uma druida, outros uma bruxa élfica, um bêbado local que fugiu dela jura que ouviu flores que surgiram ao redor dela falarem enquanto ela lentamente retirava o manto, ouviu elas falarem de bênçãos e prometerem dadivas mas em terror ele fugiu antes mesmo dela retirar o manto, alguns dizem que ela pune aqueles que causam dano as florestas, se ela faz por missão imposta, bondade ou por algum motivo escuso ninguém sabe.

A Dama dos Reflexos

"Eu já fui na casa da velha senhora, eu podia jurar que vi alguém no espelho quando olhei de canto de olho"

Uma velha mulher gentil e solicita, faz doces para crianças e sempre esta ajudando a vizinhança, mas estranhamente ninguém lembra de uma época onde ela era jovem. Nem os mais velhos se lembram de um tempo onde ela não estava na vila e a cada 7 anos como se fosse uma praga lançada na pequena cidade, uma criança some.

A Triade

"O julgamento foi feito.... CULPADO"

Uma triade sombria que captura pessoas andando pela mata, pegando homens e os punindo de maneira estranha e anormal, esses homens voltam com feições ferais, com mandíbulas ou patas de animais como cães e porcos, com os pés e as mãos trocados ou transformados todos em esquerdos ou direitos de si mesmos, em alguns casos um corpo enforcado em vinhas ou crucificados em uma arvore as vezes aparece, alguns creem que eles estão punindo humanos baseados em leis não humanas, que seriam impossíveis os infratores conhecerem.

Masmorra Bagunçada

 Fadas como Representações do Medo da Floresta (IA)

Ao contrário da imagem moderna e infantilizada das fadas como criaturas delicadas e benevolentes, a tradição folclórica europeia as retrata de maneira bem mais ambígua — às vezes sombrias, caprichosas ou até perigosas. Dentro desse imaginário, as fadas podem ser vistas como manifestações simbólicas dos medos humanos em relação à floresta, um ambiente historicamente percebido como misterioso, inóspito e incontrolável.

O medo da floresta é tal
que em jujutsu possui representação
em uma maldição


Durante séculos, a floresta foi um território liminar: nem totalmente civilizado, nem completamente selvagem, carregado de sombras, sons estranhos e trilhas que se perdem. Era o lugar onde as leis humanas pareciam não ter alcance, e onde a natureza ditava suas próprias regras. As fadas, surgem como entidades que personificam esses aspectos imprevisíveis e perigosos da floresta — seres que encantam ou punem, que podem perder viajantes, trocar crianças por “changeling” ou castigar os que desrespeitam o espaço natural.

O caráter volúvel das fadas — ora generosas, ora cruéis — reflete o modo como os antigos enxergavam a floresta: bela, sim, mas cheia de armadilhas. Ao projetar essas emoções nas fadas, os povos antigos conseguiam dar forma ao medo do desconhecido. Ao mesmo tempo em que encantavam, as fadas alertavam: a floresta não é lugar para os desavisados.

Assim, as fadas são, mais do que seres mágicos, metáforas vivas da relação complexa entre o ser humano e a natureza selvagem. Elas representam o fascínio e o receio diante do que não se pode controlar, lembrando-nos que a beleza da floresta muitas vezes esconde perigos profundos — e que, ao adentrá-la, entramos também no terreno do mistério e do inconsciente.

O medo da floresta e o simbolismo das fadas podem ser usados em um RPG para criar atmosferas ricas, tensas e misteriosas se você quiser um jogo mais voltado para o terror, o suspense ou o fantástico sombrio. Aqui vão algumas ideias de como integrar isso:

1. AMBIENTAÇÃO: A FLORESTA COMO PERSONAGEM

Transforme a floresta em algo quase vivo. Ela muda de forma, engole caminhos, emite sussurros. Personagens podem sentir que estão sendo observados, mesmo que ninguém esteja lá. Você pode usar:

  • Sons estranhos à noite.

  • Trilhas que somem quando tentam voltar.

  • Plantas que crescem rápido demais ou parecem se mover.

2. FADAS COMO ENTIDADES AMBÍGUAS

Esqueça a fada da Disney. Inspire-se no folclore celta, eslavo ou nórdico. Fadas podem ser belas e encantadoras, mas extremamente cruéis se ofendidas. Algumas ideias:

  • Uma fada troca um bebê humano por um changeling (Talvez uma criança fada, fraca e doente que precise dos cuidados humanos que eles não querem dar ou talvez apenas um tipo de parasitismo estranho a lá cuco).

  • Um jogador aceita comida de uma fada e fica preso na floresta por 100 anos sem perceber.

  • Uma fada oferece ajuda, mas cobra um preço — algo que só revela depois.

3. SISTEMAS DE TENSÃO E LOUCURA
"Os lobos da mata, o estranho eremita
os sons que vem das arvores no
escuro, tudo pode ser ponto de tensão"

Crie mecânicas ou use sistemas que simulem medo, sanidade ou corrupção. Por exemplo:

  • Toda vez que alguém dorme na floresta, faz um teste de Vontade. Se falhar, tem sonhos perturbadores e acorda mais paranoico.

  • A floresta influencia a mente, fazendo os personagens se esquecerem de por que entraram lá.

4. MISSÕES COM DUALIDADE MORAL

Fadas são ótimas para dilemas morais. Elas não seguem a lógica humana. Missões podem incluir:

  • “Resgatem a criança levada pela fada, mas ela agora quer ficar lá.”

  • “Tragam a ‘erva das visões’ da clareira proibida — mas uma fada vigia o local, e ela está dormindo.”

5. ELEMENTOS DE HORROR FOLCLÓRICO

Use o medo da floresta como um terror primitivo e psicológico. Ao invés de monstros, explore:

  • Tempo e espaço distorcidos.

  • Presenças invisíveis.

  • Maldições de longa duração (quem colhe uma flor da floresta começa a definhar).

EXEMPLO DE CENA PRONTA (Gancho de RPG)

"A Travessia de Oakhollow"

Encarar a floresta selvagem è encarar o desconhecido

 Os aldeões pedem ajuda: uma jovem sumiu ao atravessar a floresta de Oakhollow, onde dizem que “a rainha das folhas secas” desperta a cada ciclo de lua nova. Muitos acreditam que ela é apenas uma lenda… mas outros ouvem risadas finas entre as árvores.

Os jogadores devem entrar, mas a floresta parece viva — e quanto mais eles se aprofundam, mais memórias começam a desaparecer.


segunda-feira, 30 de junho de 2025

Texto da Meia Noite

Boas Vindas dos Mortos


Ó tu que vens a este cemitério, medita um pouco nesta campa fria: Eu fui na vida o que tu és agora, eu sou agora o que serás um dia

domingo, 22 de junho de 2025

Warhammer

 Nurgle

Eu sou uma pessoa lenta, velocidade não é meu melhor sinônimo, na verdade possuo cinetose o que

"Não se deixe enganar pelo sorriso"

garante que algumas formas de se locomover rapidamente me deixem enjoado facilmente, ainda assim após conhecer bem warhammer, me via facilmente caindo para Tzentch, desejo de mudar não requer exatamente uma pessoa super estimulada afinal e planos não são outra forma de falar velocidade. Contudo enquanto aprendia warhammer justamente por essa atitude de "deixa a vida me levar" sentia uma afinidade com algumas filosofias de Nurgle, ajuda o fato que por anos, mais de uma década na verdade, estive tão afundado em sentimentos negativos que eu via o ontem como tristeza e o amanha com desespero. Estou menos doente nesse sentido, não passo noites em claro apenas na vã tentativa irracional de impedir o dia de nascer se eu não dormir e embora não esteja "normal" duvido que hoje em dia essa palavra consiga descrever qualquer ser humano vivo.

Como acontece com Slaanesh, Nurgle dos memes e da lore são absurdamente diferentes, assim como acontece com o príncipe dos prazeres também, ironicamente é difícil encontrar bons textos de lore sobre o grande avô, vamos começar destrinchando algumas coisas, o grande pestifero é complicado a níveis que eu mesmo não esperava, pra começar seus títulos são enganosos e me pergunto se isso não é de proposito para enganar seguidores, decadência, morte, renascimento e doenças. Nada disso é Nurgle de fato, assim como Slaanesh não é exatamente prazer mais sensações, o senhor das pragas é na verdade sobre desespero. É capaz de muitos não entenderem isso facilmente mais duvido que exista um que não sabe disso em seu intimo ao ver mais sobre os cultos de Nurgle, além das interpretações dos memes se sabe que Nurgle é sobre cair tão fundo no desespero que não se sai mais de lá.

Deuses das Doenças

Nurgle não é sobre doenças, suas investidas com doenças são para enterrar a galáxia em desespero, é possível ver uma diferença disso para uma deusa das doenças de fato, em Dylan Dog em uma historia

"Mater Morbi te ama"

que começou a ser cultuada novamente, o investigador sobrenatural cai doente em um hospital sinistro com pouco mais o que ele possa fazer além de esperar resistir a doença e nisso ele encara a doença manifestada, Mater Morbi, embora não se descreva como uma deusa é o que de fato ela é, as doenças encarnadas animisticamente em uma mulher dominatrix que deixa seus cativos indefesos sobre seus pés. Embora em Mater Morbi exista o componente do desespero ela não é mesmo sobre isso, pois considera médicos grandes aliados e ama que as pessoas se curem pois assim podem ficar doentes por mais tempo, ela deseja pessoas doentes mais vivas, mesmo que se curem, morrer para as doenças não ajuda em seu poder, tanto que é isso que acaba a derrotando, o detetive a encara com o fato que seu poder não é querido e mesmo a morte é romantizada mais não existe o que falar bem das doenças, Nurgle contudo detesta que as doenças se curem, sendo inclusive sua grande cruzada pessoal a criação de uma praga incurável de todas as maneiras. Mas porque Nurgle diferente de mater morbi não deseja que os homens se curem? Porque isso os retira do estado de desespero que a praga que sofrem os mantem, enquanto doente o homem esta vulnerável e mais disposto a ceder ate os piores acordos tudo para se sentir melhor.

Deuses da Morte

Ragnar, a melhor coisa que pode fazer 
por ele é morrer
Nurgle não é sobre morte, alguns vão ate mais longe, sobre morte e renascimento mas para haver renascimento é preciso haver morte e Nurgle deseja prender seus adoradores em um simulacro de vida, algo monstruoso e pérfido, uma parodia distorcida e sem esperanças do que é estar vivo onde a grande felicidade de cada um dos malditos que caem em suas garras é trazer outros para o mesmo buraco, viver para sempre em tormento e auto piedade não é morte. A exemplo existe Leen em tormenta, Ragnar para os goblinoides, no romance a flecha de fogo é revelado que Leen assumiu o aspecto terrível de Ragnar, pronto para trazer a morte ao mundo, com a mascara do terrível Deus da morte dos goblinoides para se fortalecer e assumir o topo do panteão ele desejava matar a todos os seus cultistas, com tantas mortes o alimentando não haveria ninguém capaz de o desafiar. Ate existe um argumento para um deus da morte ser também da vida, pois um precisa do outro, mais renascimento? Cancelar a morte que já aconteceu?


Deuses da Decadência

Destruição é o único meio e o único
fim de um deus da decadência
Essa é a parte que melhor escancara as mentiras e enganos sobre Nurgle, deus da decadência? Embora o tema de horror corporal não esteja tão longe do que o imaginário popular pense sobre deuses da entropia suas ações o denunciam, porque um deus da decadência engaja com tanta vontade, com tanta força na corrupção de seres vivos? Muita energia, influencia e poder é gasto em destruir a moral e os sistemas biológicos e sociais de populações inteiras para assumir isso como "decadência" unicamente, nisso podemos ver como bom exemplo de um deus da decadência e entropia a Wyrm de Lobisomem. Aos que conhecem ambas as obras podem achar confuso, afinal a Wyrm é corruptora também, contudo a diferença é a finalidade, o Grande Verme não deseja ter seus seguidores a seus pés, ele não deseja empurrar a criação para um eterno marasmo, ao contrario, sua fome é gigantesca e sem fim, ate que tudo que exista esteja em seu estomago a fome do Dragão não parece que irá diminuir. Se Nurgle fosse a entropia em si sua furia seria maior e mais animalesca que de Khorne.


Deuses do Caos

Os ciclos de decadência, renascimento, finais e começos é como os servos de Nurgle o interpretam, possivelmente para justificarem sua decadência e sua corrupção, mas deuses do caos não são deuses de conceitos, sequer são deuses no sentido mais clássico da palavra, são encarnações de sentimentos, massas psíquicas que tomaram consciência porque a distorção muda conforme a mente dos mortais a muda, sendo assim, doenças, podridão, decadência, morte, como nenhum desses são sentimentos eles não podem ser a fonte de poder e desejo de Nurgle. Em verdade ele é um deus jocoso e abusivo que destrói a vontade dos seus seguidores e os encera em o que poderíamos chamar de relacionamento toxico. Pintar o Grande Pestifero como um vovô gentil que da presentes de doenças a seus seguires é uma forma infeliz de dar uma benevolência cósmica a um parasita da distorção que se alimenta de desespero, do horror e depressão profunda. Talvez vovô Nurgle te ame mesmo, mas o amor dele é terrível, o que alimenta o Pestifero é o horror da morte não a morte em si, é a aceitação da decadência não a mesma, é a tristeza profunda advinda da percepção do quanto cada um de nós está condenado, não a condenação. Não pinto minhas interpretações como absolutas não foram poucas as vozes discordantes que ouvi sobre meu texto de Slaanesh contudo a de se lembrar que essas coisas são entidades para causais formadas por decilhões de almas ao longo de bilhões de anos. Tudo nos deuses do caos é estranho e desafiador de conceitos então não precisa assumir minhas reflexões como as certas.

Nurgle é a veneração da própria dor não as doenças, deuses do caos são sobre sentimentos não sobre consequências. Nem mesmo consigo ver sua estranha incoerência, de uma divindade jovial que trata de doenças como algo serio, afinal são aqueles que já são corruptos que espalham essa ideia que Nurgle é um ser feliz em seu corpo inchado e distorcido. Não, o paradoxo da podridão sorridente é facilmente

Olha o Nurgle dos memes vindo estragar o dia
visto como falso quando notamos que o sentimento que deve ter dado a luz a esse monstro é aquele da morte ainda em vida, quando deparados com a morte nos damos conta de nossa mortalidade e então nos desesperamos, muitas vezes um desespero velado de que nada mais vai ser como foi, sua correlação com doenças então é simbólico, um sistema se revoltar contra si mesmo é um ótimo simbolismo da propensão a falha, do desespero e do medo. Nurgle não é o deus das doenças ou da morte mais do entendimento que cada um de nós por mais forte, santo, famoso ou rico, vai morrer, mas também do momento que se nota que isso é realmente inevitável, hoje mais do que nunca vivemos como se fossemos imortais e muitos encaram doenças como falhas do corpo e que um dia que pode ser em breve, quando pudermos curar todas as doenças nos tornaremos imortais pois nossos corpos como maquinas biológicas, se puderem ser concertados não iram quebrar, no momento que se nota que nossa mortalidade é mais que um conceito biológico, no momento que se nota que é impossível de uma forma ou de outra e aquele que entende se desespera por saber que nunca ira ver todos os filmes, jogar todos os jogos, ler todos os livros e ter seus amigos para conversar para sempre, é nesse momento que Nurgle habita.

quarta-feira, 18 de junho de 2025

Brigada Ligeira Estelar

 Bogatyr

Consegui comprar o novo livro de brigada ligeira, na verdade comprei no lançamento mais não consegui ler ele inteiro ainda, não é exatamente como se me faltasse tempo, me sobram contudo compromissos que não desejo remarcar, acredito que todos andam passando por isso, vicio em telas ao modo que você não consegue mais ligar o computador sem fazer 3 ou 4 coisas ao mesmo tempo, pretendo tentar resolver esse problema que me aflige, além disso nosso pensamento anda tão acelerado que fica difícil se concentrar, nossa fica difícil ate dormir quando nosso pensamento esta a mil, mais bem, algo que notei no livro é que o bogatyr dos cossacos não é exatamente abordado, posso estar errado, como escrevi antes, não terminei o livro ainda contudo vi nisso um espaço para dar um pequeno pitaco sobre o robô que se tornou meu preferido por conceito, assim como os cossacos se tornaram meus preferidos no cenário ainda que seja complicado narrar para eles se as duas partes , jogadores e mestre, não estiverem bem em sintonia, bom vamos ao post, espero que gostem.

Minha Visão Particular

Dos robôs irregulares nenhum é mais frequente nos campos de batalha, mais temido e forte na base que o bogatyr, o robô dos cossacos, definido como um lanceiro que voa o bogatyr é descrito no primeiro livro de brigada ligeira como um construto feito para guerrilha, luta em planetas, uma maquina feita para o campo, para suportar as intempéries, também é citado que embora ele voe isso lhe consome energia e mau é usado em luta, analisando sua ficha ele não possui a aceleração dos hussardos o que indica que ele não alcança enormes velocidades ainda mais em voo, tudo isso fez minha imaginação correr um pouco e eu desenvolvi muitas ideias baseadas no descrito e em preferencias pessoais, o veloz e versátil hussardo eu imaginava como o de iguais características, nitro, do jogo metal warriors.

O Poderoso Havoc, modelo ultrapassado mais funcional 

Metal warriors é um dos jogos que mais gostava de snes, creio que seja famoso entre os fãs de jogos antigos, embora careça de uma historia com drama a jogabilidade é impecável e dentre os robôs vistos rapidamente havoc se tornou meu preferido, descrito como um modelo semelhante ao nitro só que de tempos antigos, talvez para referenciar Valken já que o robô desse jogo se move semelhante ao havoc, a velocidade desse robô em terra, a forma bruta de seus componentes, sua limitação em movimentação aerea, tudo isso me foi muito atrativo desde sempre então ele se tornou meu preferido, não sou tolo e sei que daria muito trabalho em certas partes pensadas para um nitro passar ainda assim fiz um esforço e tentei sempre que podia usar o havoc e quando conheci brigada ligeira imaginei o bogatyr como esse robô e com ele ideias que tinha para adaptações de metal warriors começaram a se fundir com brigada ligeira.

Zaku

Ao conhecer gundam não conheci os zakus imediatamente, o primeiro que tive acesso foi o wing e com ele os modelos lion, mais com o tempo apresentado aos zakus gostei bastante dos mesmos, robôs feitos em massa eles não possuem em conceito nada parecido com o bogatyr que é praticamente artesanal,

Com o bogatyr descrito como carregando uma marreta
esse rapidamente se torna uma ótima referencia
contudo ao ser exposto a artes variadas de gundam notei que os robos principais sempre correm para um nível de complexidade que costuma me afastar, cada vez mais asas, cada vez armas maiores, cada vez capacetes mais chamativos e cada vez mais jatos e armas únicas o que não parecia combinar com a ideia de um robô feito para combater em terra com eficiência e versatilidade, praticamente um modelo analógico, o que era diferente dos zakus com modelos em artes carregando rifles de assalto, precisão, sendo desembarcados em campos de batalha com paraquedas ou drops em containers, carregando machados, espadas ou alabardas, ou os chicotes que me lembram do mangual do havoc, a associação se tornou perfeita em minha mente e adotei o visual dos zakus para o bogatyr.

Construindo o Bogatyr

Não existem mais fichas base para os robôs, sendo eles recebidos de patronos ou comprados com 10xp, a construção de sua ficha segue umas regras parecidas com as de aliado do alpha ou seja o jogador passa a possuir 2 fichas, compras de modificações no futuro para personalizar ainda mais o modelo são possíveis, todo mecha possui contudo o arquétipo construto que custa 1 ponto e adciona a ficha as seguintes caracteristicas, Imune (Abiótico, Doenças, Resiliente, Sem mente), Bateria, Sem vida. Os mechas seguem regras de atributo nulo, os que são apenas pilotados não possuem H própria usando a do piloto.

O modelo bogatyr possui as seguintes caracteristicas.

Vantagens: Ataque especial, Sentidos especiais (infravisão, radar, visão aguçada), Voo.

Desvantagens: Restrição (incomum, não adequado a lutas no vácuo)

Escala: Gigante

Novos Upgrades

Apresentando aqui novos upgrades possíveis para os robôs, não precisando serem restritos ao bogatyr embora foram pensados tendo minha versão dele em mente.

Escudo Físico (upgrade menor)

Assim como o escudo de energia você usa um movimento e 2pms para ativar o escudo físico para ter ganho em todas as defesas, o escudo físico será quebrado ao ser atingido por um golpe critico contudo ira absorver o dano, não podendo ser usado novamente ate ser concertado o que exige oficina e profissionais, caso você engaje em luta antes de concertar o escudo ele não estará disponível.

Blindagem Reativa (upgrade menor)

Gastando 1 pms você pode ganhar contra ataques feitos a distancia um bônus de +2 em R para defender, a blindagem reativa é destruída completamente ao defender um critico também precisando ser substituída mas sendo mais fácil de fazer não precisa de local especializado para isso.

Ficha Basica de um Bogatyr

P3 H* R4

PM* - R20

Areas: 6

Vantagens: Ataque especial, Sentidos Especiais (infravisão, radar e visão aguçada), Voo

Desvantagem: Desvantagens: Restrição (incomum, não adequado a lutas no vácuo).

quarta-feira, 11 de junho de 2025

O Mestre Da Masmorra

 RPG é Sobre Regras?

No passado uma vez postei um monstro num fórum, o monstro não possuía uma ficha, apenas descrições, tal como "armadura equivalente a uma armadura pesada, armas semelhantes a um machado, um monstro corpulento e lento mais resistente" isso faz muitos anos agora, regras sempre foram a parte que eu menos aprecio em um rpg, embora não seja exatamente da vertente storyteller que se orgulha em não conhecer regras, ao contrario eu as valorizo, mais são a parte que eu menos valorizo, regras para mim sempre foram uma sugestão, um principio, mais uma pergunta que uma afirmação, afinal porque magia PRECISA funcionar como o livro diz? Bom não precisa, então fui pego de surpresa quando o primeiro post resposta foi "cadê as regras? sem isso esse monstro não vale nada, qualquer um pode pegar uma descrição na net isso não vale nada" para mim tal afirmação foi simplória, afinal eu poderia ter entrado em um blog de rpg e roubado as regras, historia não é a única coisa que se pode pegar na net, mas essa valorização das regras é um reflexo real do rpg, cada vez mais presente e agravado pelos canais de combos no youtube, AH ISSO É RUIM, O RPG FICOU MASSIFICADO EM REGRAS. Sem alarmismos agora, a hiper valorização da parte rígida do rpg para mim sempre pareceu com a dificuldade das pessoas de criarem através da leitura, acho que isso se deve a nossa falta de leitura e dificuldade de interpretar textos, não vai haver grandes revelações ou epifanias nesse texto, apenas quis colocar um pensamento para fora e imaginar se algumas das minhas ideias para as quais não consigo por em regras, poderiam ser postas no blog, e o porque de não poderem se a resposta for negativa.