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terça-feira, 7 de julho de 2026

Trevas na Terra de Santa Cruz

 Um Dia é da Caça Outro do Caçador

Era de noite e a lua brilhava no céu e um homem resmungava enquanto retirava sua camisa suada e ele a torcia nó após nó reclamando.

- Nunca gostei da caatinga a noite - Falava para si mesmo enquanto jogava a camisa no chão irritado - Mas pelo menos fico sossegado, o povo fala de onça, cobra, de cangaceiro morto andando pelas trilhas então ninguém vem aqui - falava tentando se consolar enquanto agarrava um litro de pinga entornando na goela, recuando após um longo gole pelo ardor da bebida.

Aquele era Leandro, peão da fazenda de Ismael um granjeiro que começava a ter problemas com a manutenção de sua propriedade, Leandro era irritado e odiava o patrão, talvez fizesse algo contra ele aquela noite não fosse a interferência.

A fogueira ao lado de Leandro fazia as sombras do mandacaru dançarem de maneira sinistra o que dificultou o peão de ver o homem. Uma figura tanto sinistra quanto patética que andava sem direção, tropeçando em pedras, ele parecia fascinado olhando para cima, para os lados, para traz como se esperasse ver algo e sorrindo de maneira não natural enquanto seus pés erravam cada passo que dava, vestia roupas pesadas de viajante, desses que vieram de longe mesmo, roupas que Leandro não reconhecia. Apesar do comportamento sinistro do homem Leandro não parecia teme-lo. Talvez por efeito da bebida.

Leandro assobia alto chamando atenção do estranho e jogava a garrafa na direção dele - Vai embora ... se sabe o que é melhor pra você - Ameaçava ele, a garrafa atingia diretamente a cabeça do homem que caia no chão e se erguia poucos segundos depois, mais se erguia como um veado, com poucos trotes já era um cachorro e com mais poucos passos era um homem de novo que se aproximava de Leandro, o rosto do estranho, uma mascara de alegria que mau imitava um homem.

Ele se aproximava como alguém que se aproxima de uma pressa cansada demais para fugir e a mandíbula que era grande demais para uma cabeça humana começava a se mover - Aqui.... porque eu deveria ir embora daqui? - Ele se movia em volta de Leo, como que curioso como aquele homem não fugiu ainda, enquanto andava em volta do alvo os ossos do monstro estalavam, sua pele escorria e voltava ao lugar como se não pudesse se decidir o que era - Eles nunca iram me procurar aqui sabe? ... Nessa terra estranha... Os espíritos são outros, nenhum conhece meu nome, aqui eles cantam cânticos de madeira branca, ninguém conhece as montanhas vermelhas... - ele se voltava para o homem cravando garras no ombro de Leon que gritava de dor recuando para traz , caindo no chão e segurando o ombro que sangrava - Aqui os velhos xamãs nunca me acharam, pensaram que eu morri... Aqui sou livre.

Leon rastejava agora se afastando do homem que parecia se divertir o machucando, as vezes garras cortavam as costas do peão, as vezes chifres perfuravam o corpo dele. O estranho ria, animado com um novo assassinato, animado com o terror , animado com saborear o medo mais do peão não vinha medo, não tinha o doce terror só o sabor salgado da raiva e tudo aconteceu muito rápido, Leon se erguera coberto com o próprio sangue e arrancou o ombro do monstro transmorfo, o estrangeiro agora caia para traz enquanto Leon já não era mais o mesmo, cuspindo um pedaço grande de carne e osso que eram o ombro do primeiro monstro o bêbado de antes parecia ficar mais e mais alto, seu corpo mais e mais negro e deformado com pernas longas demais, braços longos demais, a boca deformada que mau conseguia pronunciar palavras dizia com dificuldade - você devia ter ido embora.

Na manha seguinte quando acharam apenas ossos destruídos e carne estraçalhada por todo o caminho das cabras todo mundo sabia, o lobisomem tinha matado novamente, só ninguém sabia quem ou o que tinha morrido.

O monstro que atravessou o mar
para fugir daquilo que o caçava
esqueceu que todo lugar
tem seus próprios monstros


quinta-feira, 2 de julho de 2026

Brigada Ligeira Estelar

 Plataforma de Combate Balteus

"Hussardo preso a plataforma de combate"
Visto pela primeira vez em combates no espaço, acredita-se que apenas um Balteus existe dentro da constelação do sabre, as historias do demônio do anel passaram a ser comuns em campos de batalha para quem viu a maquina em ação, acredita-se que seja uma quimera, que tal monstruosidade tenha vindo dos perigosos proscritos mas suas ações em campos de batalha indicam testes de eficiência e não combate em busca de vitorias estratégicas sem falar que a maioria das vezes foi visto em rotas de piratas o que não o impediu de atacar hussardos imperiais com a mesma diligencia. 

Após dezenas de ataques conseguiu-se relatórios dos sobreviventes o suficiente para começar a esquematizar como essa maquina funciona, embora os esquemas indiquem uma criação que poderia sobrecarregar  pilotos não mentalistas com o numero de possibilidades e escolhas que podem fazer em campo.

"os motores correm pelos anéis para manter
a manobrabilidade em todas as dirreções"
O Balteus em si parece ser um tepeque, uma plataforma móvel com enormes motores para altíssima manobrabilidade aérea, o motor é acoplado a um grande maquinário em forma de anel que envolve um hussardo acoplado a ele onde acredita-se está o piloto controlando tudo, o hussardo em si possui modificações mínimas mais necessárias para interagir com a plataforma e utilizar suas armas sendo assim um irregular, preso ao motor está um grande anel que passa ao largo do irregular o contornando totalmente, anel esse composto por um lançador de misseis que perseguem a assinatura energética de outros motores. Já foi visto o aparecimento de outros anéis que deixam o lançamento de misseis tão mortal quanto o de uma grande nave.

A logica diria que toda essa munição dentro de um compartimento tão compacto deixaria o hussardo absurdamente frágil, qualquer impacto direto deveria explodir os misseis e acabar com a maquina mais ela possui uma resistência muito maior do que deveria, o motor que também é a bateria de misseis projeta um campo de energia que desacelera a maioria dos ataques tornando-os inúteis ao baterem na blindagem que cobre a maquina de tal forma que os únicos pontos fracos identificados no Balteus são seu alto consumo de energia que levaria a perder o escudo em batalhas longas e que o numero de misseis gastos em cada salva levaria o mesmo a perder a munição rapidamente.

Claramente não feito para batalhas corpo a corpo não significa que Balteus é inofensivo caso perca os misseis, instalado nos braços do hussardo acoplado existe um pesado mecanismo que age como uma espada de energia criada exclusivamente de plasma, o numero de movimentos possíveis é dificultado pela existência do anel de misseis mais acredita-se que pela forma como é montada parcialmente acoplada ao motor, a arma seja muito mais poderosa do que deveria ser de modo que o hussardo não realmente a sustenta apenas a balança de maneira desajeitada.


Balteus 01 plataforma de combate experimental Escala Sugoi

"Rajada de Misseis"

F: 7
H: 6
R: 8
A: 8
PdF: 8

PV: 40
PM: 40

Vantagens: 

Aceleração

Arena (espaço) (criado para batalhas no vácuo)

Ataque especial 4 pdf, teleguiado, área, (rajada de misseis)

Escudo (vantagem do manual do defensor representando o escudo de energia)

Sentidos especiais: (infravisão, radar, visão aguçada)

Voo


Desvantagens:

Bateria

Munição limitada

Caso não use a vantagem escudo para defender é considerado volátil.

Apenas Energia


Balteus como Tepeque

Desnecessário dizer que não se recomenda o uso de Balteus como tepeque, ele iria substituir algumas coisas que com certeza muitos mestres usam como o robô podendo usar manobras de luta alem de pilotagem por algo como apenas poder bruto, embora tecnicamente a pilotagem não seria afetada a restrição da arma iria impedir um espadachim de usar isso em seu hussardo, mais caso queira usar mesmo assim aponto alguns caminhos que seria bom você modificar de acordo com o que deseja em sua campanha mestre.

"Arma de Energia"

Poder de fogo e manobrabilidade: Testes de Habilidade para velocidade iriam receber bônus de +4 contudo para controle e precisão iriam receber um redutor de -2 indicando que o tepeque leva o robô ao máximo muito facilmente exigindo um piloto muito capaz nesse quesito. Além de um bônus de +4 no poder de fogo devido aos misseis e o ganho da vantagem Ataque especial 4 pdf, teleguiado, área.

Arma de plasma: o Hussardo passa a ter apenas golpe de energia, recebendo também um bônus de F+2 pelo tamanho e poder da arma mas sendo incapaz de usar ela em manobras de combate.

Escudo de energia: o robô ganharia a vantagem escudo, mais se não a use para defender ataques ficaria vulnerável sofrendo os efeitos da desvantagem volátil. 

Desnecessário dizer que um hussardo precisaria ser totalmente modificado para acomodar o Balteus de modo que dificilmente acoplaria novos tepeques.