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quinta-feira, 25 de junho de 2026

MISANTROPIA - O Dia do Ódio

O alerta da defesa civil, que nem todos recebemos, eu inclusive, virou meme do brasil, virou contos de terror, virou teorias e eu gostaria de por meu próprio tijolinho nesse mural de loucura, vamos ver o que acham desse argumento de cenário espero que gostem.

Dia do Ódio

A humanidade caiu em apenas um dia, de muitas maneiras ela acabou. Não precisou de invasão alien, mortos caminhantes, fúria divina ou terror nuclear. Começou a noite, todos de um lado do globo acordaram e começaram a se matar, médicos desligaram aparelhos, injetaram venenos em pessoas indefesas em coma ou apenas deixaram a natureza seguir, pessoas comuns pegaram armas de fogo, armas brancas, improvisadas ou o que quer que fosse e começaram a matar uns aos outros. Pais mataram filhos, filhos mataram pais, pessoas percorreram as ruas em silenciosa matança, não houveram vitimas a não ser aqueles incapazes de lutar. Todos que podiam lutar lutaram. Não foi um espetáculo de atrocidades como as imaginadas pelo autor de Crossed, não haviam aliados, balas, facas e paus mataram e mataram ate na media haver uma única pessoa viva por quarteirão como se a morte em si fosse o objetivo, sem prazer na violência, sem amor distorcido pela brutalidade, apenas ódio frio.

Ate onde se sabe quando a noite foi embora todos caíram exaustos e dormiram e isso se repetiu no resto do mundo inteiro, quando os sobreviventes acordaram tinham lembranças de tudo que fizeram, os poucos que não mataram ninguém foram felizardos que viviam isolados, muitos enlouqueceram e suicidaram-se com as memorias de tudo que aconteceu, os mais resistentes psicologicamente ergueram a cabeça e encararam o mundo sem humanidade.

Alguns sobreviventes dizem que resta metade da população humana no planeta mais a logica diz o contrario, é possível vagar dias em uma cidade antes populosa encontrando apenas esqueletos. Andarilhos relatam a outros que o fenômeno que matou a humanidade ainda existe, as tentativas de criar vilas acabam desencadeando o ódio novamente a partir de certos números o que forçou os sobreviventes a tentar viver sozinhos ou em poucas dezenas como tribos nômades.

Cultos se formaram para louvar o fim do mundo e pregam que a humanidade foi punida.

Homens cultos procuram reviver a tecnologia para tentar achar explicações para o que aconteceu.

Alguns andarilhos acreditam que é algo que sempre existiu dentro do ser humano e apenas despertou, caçadores falam como os animais agora temem ainda mais a pouca humanidade que sobrou no mundo como se a criação soubesse de algo que ignoramos.

O novo mundo está ai. Tecnologia ainda funciona mais se tornou rara pois alguns lugares ainda tem energia outros se tornaram enormes tumbas frias.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Monstro Epico

 Curupira

A chuva era constante naquele local, era noite, a caminhada não chegava a ser tão incomoda assim, mais o calor e a humidade deixava o restante tenso, fui contratado para ajudar um padre chamado Elias para sair dessas paragens e chegar em um porto no rio onde iria para algum lugar que ignoro agora e de lá para São Paulo, Bico Torto, o outro homem além do padre que andava conosco cujo o nome verdadeiro era Antônio mais ninguém o chamava assim, reclamava.

— A gente não vai mais sair daqui tá sabendo ne caboclo? 

Eu suspirava entre dentes e dizia enquanto tentava dar um passo a frente — Eu dou meu jeito homem, não preciso de você perdendo o juízo tão cedo.

O padre era contudo o que mais era afetado pela conversa, Bico Torto dizia — cinco dias em uma caminhada de três? já estamos mortos e por sua culpa, porque não quis tomar o caminho das capivaras. Agora estamos nas mãos dele.

Elias fazia o sinal da cruz, nesse momento e contra o que estávamos enfrentando nem ferro nem fé ajudaria, eu logo digo a eles — Vou resolver, vou chamar ele aqui e a gente negocia passagem.

—Tá louco? — Gritou Bico Torto e o padre Elias dizia — Não deve fazer magia aqui. Só vai piorar a situação.

— Eu não sou mago padre... fique quieto se quiser sair daqui vivo, porque se for o que o Bico Torto falou ele ou vai te matar primeiro ou por ultimo e nem queira saber o que vai ser pior - estavam os dois em pânico com o que eu ia fazer, claro, todos tem medo do Curupira.

— Ka'aguy rupi oguata — Gritei alto e as aves pararam de cantar, as cigarras pararam de fazer barulho ate a chuva parecia parecia emudecer — Meu avô arreda o mato pro lado que eu preciso passar — Uma risada fazia todos olharem para traz, no meio da escuridão em cima do galho de uma das arvores um homem pequenino, com olhos e cabelos em chamas ria enquanto nos observava.

—D'onde tu vai meu neto? — Dizia ele com uma voz esganiçada que fazia o padre se encolher e fazer vários sinais da cruz, enquanto Bico Torto engatilhava a arma e eu dizia a ele — Para... você sabe que não vai dar certo — Apesar do que eu falei, minha coragem se equilibrava precária em minhas palavras e minha mão apertava com força o cabo do facão.

— Vou deixar esse padre na cidade, ele vai pra São Paulo, casar moças e rezar missas na cidade. Precisamos passar depressa antes que a lua se afunde no mato.

— É? e o que esta trazendo ai? — Falava a criatura parecendo se divertir com a tensão, ele sabia de sua força, sabia que poderia nos derrubar com um vulgar movimento.

—Trouxe um anel e um pente de ouro — Ele retrucava

— Isso é coisa de homem.... o que mais?

— Trouxe cachaça — Respondia a ele mostrando uma garrafa de agua ardente, o destilado de cana parecia o agradar.

— Deixe ai — dizia sorrindo e eu coloquei a garrafa numa pedra enquanto recuávamos, a viagem transcorreu muito melhor depois daquele encontro e chegamos ao nosso destino antes da noite acabar.


O de Pés Torcidos

As historias sobre o curupira se espalham mesmo longe das florestas onde ele é visto, contos de terror e morte costumam acompanhar os poucos que sobrevivem a seus encontros, as vezes ele some com caçadores, com lenhadores, com crianças ou viajantes, difícil encontrar um padrão em suas vitimas a não ser que todos são humanos. Poucos tendem a crer que ele simplesmente odeia a humanidade, pois ele se mostra aberto a certos que sabem como negociar passagens seguras a custos totalmente ínfimos, tabaco, álcool, instrumentos musicais ou armas de metal. Custo simples para quem quer sair vivo mas alguns acreditam que não é a prenda que detém a fúria do Curupira e sim a forma como ele é abordado.

Sim Todos Tem Medo do Curupira...

...Mas o que move sua ira?

Historias sobre ele ser uma assombração sobrevivente de ataques de lusitanos procuram explicar seu ódio pela humanidade mais antes mesmo dos colonizadores chegarem os diversos povos indígenas já o temiam. Seus poderes são desconhecidos, controle de fogo é o que mais comentam mais ele parece controlar a realidade dentro da floresta, capaz de fechar caminhos, atiçar os animais contra adversários, alguns dizem fazer ate fazer chover para que a caminhada fique mais penosa e o esgotamento chegue mais cedo, o poder da criatura é notável existindo relatos dele sozinho destruindo grupos de mechas mas ele prefere enfrentar adversários esgotados e em pânico seja por estratégia ou sadismo.

A ficha abaixo (obviamente) serve apenas de guia, é indicado usar o curupira apenas como plot device em historias ou você montar sua própria ficha para a criatura.

F5 H8 R6 A5 PdF9 Escala Sugoi

Vantagens:  Ataque especial (Poderoso), Aceleração, Arena (ermos) Poder Oculto, Pms Extras x5, Liberar Poder, Manipulação, Magia Elemental, Magia Negra, Magia Irresistível -3, Imortal.

Desvantagens: nenhuma

Liberar Poder: O curupira gasta apenas 1 turno para usar poder oculto.

Magia Máxima: O Curupira pode realizar magias em seus efeitos ou danos máximos um numero de vezes igual a sua H por cena.