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quarta-feira, 20 de maio de 2026

Trevas na Terra de Santa Cruz

 Os Artefatos da Morte


Em suas andanças para buscar as almas dos caídos a morte não apenas vaga pela terra com sua presença, para facilitar seu serviço ela faz uso de artefatos únicos de grande força e habilidades magicas. Mais de uma vez um ou mais de um desses artefatos apareceram no mundo nas mãos de mortais contudo sempre retornam a sua dona de verdade com o tempo, são ligados a morte e nunca ficam longe dela para sempre, os artefatos da morte são estranhos para alguns mais para aqueles acostumados a escuridão eles se tornam familiares, as vezes vistos de relance em alguns locais , raras vezes presenciados na própria mão da Morte Vestida.

O Dente do Caçador

A faca carregada pela Morte Vestida para dar o golpe final aos homens que se recusam a seguir em frente, o artefato mais conhecido e aquele mais querido pelos homens por seu poder avassalador, nas imensidões da escuridão existem coisas que não podem ser mortas. Não para essa faca, não existe o que aquele fio não mate e não existe quem possa com ele. A arma vorpal por excelência caso o usuário da faca atinja um golpe critico em um adversário esse não tem direito a um teste de armadura para resistir a morte instantânea, ela apenas vem, um golpe bem dado uma morte, contudo a faca tem vontade própria e tenta retornar a sua senhora, a cada morte bem sucedida o Dente do Caçador tenta sumir das mãos do portador e esse precisa fazer um teste de R ou H, caso falhe a arma some para voltar as mãos da Morte Vestida.

A Luz do Ultimo Caminho

Um lampião velho, adornado por símbolo magico e com uma chama que não esquenta e nem parece iluminar bem, contudo se um mortal carregar o lampião ele se torna uma presença que atrai os espíritos, todos atraídos para a chama como insetos para a luz, uma chama fria que faz os mortos ficarem calmos, diante do lampião qualquer morto agressivo se acalma e as almas penadas se tornam mansas, além de alguns conseguirem adivinhar quando alguém vivo esta prestes a morrer pelo tremor das chamas perto da pessoa.

O Pó do Esquecimento

Um saco de cinzas frias e finas, a algibeira carrega um símbolo floral e é feito de retalhos coloridos algo que não diriam ser de posse da morte, as cinzas nunca diminuem e uma vez usadas em alguém, retiram dessa pessoa as memorias das horas de escuridão da noite que ela se encontra e a leva a dormir, um sono profundo e impossível de se acordar ate a manha quando o feitiço é desfeito pela luz, a pessoa dormindo pelo efeito do pó não se lembrará da noite em que foi colocado para dormir, no máximo uma sensação distante, como um sonho dentro de um sonho. Os encantados não podem ser feridos, sob risco de atrair a fúria da Morte Vestida sobre o vilão.

Lembrança do Caído

Um medalhão circular com um símbolo de caveira, tal medalhão possui o poder de invocar a presença de um morto, não revive a alma, apenas traz sua sombra de volta do outro lado e ele pode responder a 3 perguntas, as perguntas precisam ser respondidas com sim ou não e após essas três perguntas a lembrança do caído retornará a Morte Vestida.

Lamina do Limiar

Uma faca estranha, cega e coberta por um pano, lamina muito pequena e com ponta sem gume sendo meio arredondada mais essa lamina destrói mortos, assombrações e criaturas sem vida, a lamina possui o mesmo efeito do dente do caçador contudo apenas para mortos vivos, a lamina sem fio não parece cortar nada que possua vida mais sua lamina inexistente corta almas e monstros vestidos em carne morta com a mesma facilidade.

Velho Remédio

Um amuleto de pedra amarrada em corda simples, o velho remédio é um item estranho, se usado por um enfermo que faz uma oração para sua cura ele é capaz de salvar qualquer um mesmo a beira da morte, não parece existir limites para essa panaceia, qualquer doença, veneno ou maldição é curada pelo item.

Noite sem Luz

Um medalhão com uma lua crescente em sua face, a noite sem luz uma vez colocada em um pescoço faz com que toda luz ao redor empalideça a menos que seja algo magico como a luz do ultimo caminho, a escuridão é ampla e apaga todas as luzes em uma grande área, alguns dizem de 1 KM e nada mundano consegue contesta-la, é tão estranha que mesmo seres capazes de enxergar no escuro não conseguem ver através dessa escuridão.

Ponta da Vigília

Um medalhão composto de uma ponta metálica lisa, a ponta da vigília afasta de maneira sobrenatural as pessoas vivas daquele que esta usando, elas sequer percebem que estão sendo levadas para longe apenas sentem vontade de fazer algo que as afasta da pessoa que usa o medalhão.

Osso da Promessa

Um osso pequeno do tamanho de um dedo, com formato peculiar amarrado em um cordão, o osso da promessa é um dos artefatos da morte mais inusitados pois é um dos que parece possuir efeito pratico apenas para os vivos, se dois mortais jurarem algo sob o osso ele vincula a promessa de modo que aquele que a quebrar morre.

Ecos dos Passos

Um conjunto estranho de badulaques que na verdade faz parte do mesmo item, presos juntos eles revelam caminhos escondidos, passagens secretas, armadilhas de teor mundano ou magico, revela rastros invisíveis, caminhos percorridos mesmo por seres que normalmente não deixam rastros.

Placa do Caçador

Uma placa gasta com um símbolo florido parcialmente apagado, a pequena placa de metal parece indestrutível e possui uma habilidade peculiar, ela parece estar sempre posicionada de modo a salvar seu usuário de algum golpe que por outra razão seria mortal. A placa do caçador anula um único golpe critico contra seu usuário por combate, ou anula o primeiro golpe que o mataria.

Bico da Verdade

Um pequeno crânio de pássaro de uma espécie que não existe, o crânio é quase imperceptível e de aparência muito comum contudo na presença do artefato ninguém na região consegue falar mentiras e respondem a todas as perguntas feitas, contudo toda manha o crânio ameaça sumir e voltar a sua dona a Morte Vestida.

Lagrima do Abismo

Pedra negra afiada amarrada em pequenos cordões, a lagrima do abismo corta ligação dos mortais com o sobrenatural, na presença dessa lamina magias parecem sair erradas e com dificuldade, perto da lagrima do abismo qualquer mago paga o dobro de pms para lançar suas magias.

Circulo da Partida

Um pequeno gasto e sem adornos, a aliança é quase imperceptível não fosse seu brilho fosco de prata velha, contudo uma vez que esse anel é colocado sob o chão de uma construção ele cria um limiar intransponível, nada deixa a construção, nada adentra a construção, mesmo criaturas de cunho sobrenatural são barradas.

Sangue Lacrado

Um frasco de sangue enegrecido que nunca coagula é impossível retirar a tampa do frasco e retirar o sangue, não se sabe ainda o que esse artefato faz se é que faz alguma coisa, poucos foram aqueles que colocaram as mãos no sangue lacrado.

Marca do Julgamento

Um selo cabalístico queimado em um medalhão metálico, o artefato revela as falhas, os pecados e a índole daquele que o vestir.

Olho do Silencio

Um nome estranho para mais um artefato que é uma pedra amarrada em um pingente de corda, contudo parece fazer um par com a noite sem fim, enquanto alguém usar o olho do silencio, por uma grande área de aproximadamente 1km não é possível emitir som, impossibilitando tudo que precisa de fala ou som para acontecer.

O Sino do Fim

Um sino pequeno de metal opaco que não reflete nenhuma luz, o sino em si não faz nenhum barulho parecendo ate um brinquedo quebrado contudo seu efeito é interessante. Todos já sabiam de um dos efeitos do sino, uma vez tocado ele não emite som mais todos ao redor sentem que algo mudou mas ninguém sabe dizer o que é, o sino em si muda as regras do sobrenatural ao seu redor, dando fim a algo prolongado artificialmente como vidas estendidas por magia ou medicina, também encera invocações, rituais e efeitos ativos de magia.



Trevas na Terra de Santa Cruz

Curupira

 

A chuva torrencial havia parado fazia pouco tempo, mas as folhas pingavam ainda de modo que parecia que a agua continuava a cair das nuvens

Folhas pingavam e pingavam lentamente sobre os ombros dos caçadores enquanto avançavam mata adentro, empurrando galhos úmidos e raízes grossas escondidas sob a lama escura. O céu completamente coberto pelas copas das árvores, e o resto da luz do dia chegava ao chão em tons doentes de verde e vermelho.

Augusto liderava o grupo com a espingarda apoiada no ombro. Atrás dele vinham João, Nicanor e o mais novo deles, Davi, que tentava esconder o nervosismo mascando fumo sem parar.

— Eu tô dizendo que ouvi aquilo de novo — murmurou Davi.

Ninguém respondeu imediatamente. Ou quase ninguém, a floresta parecia escutar pois vez ou outra folhas se moviam estranhas ou era o medo do mais inexperiente?

Então Joel riu pelo nariz.

— É bicho, moleque. Macaco, talvez.

— Macaco não assovia — Davi falava olhando por traz dos próprios ombros, inquieto, isso afetava os demais que ouviam a afirmação sem demonstrar mais ela ficava pairando sobre a mente dos mais velhos.

Então um assovio atravessou o breu, longo, fino e muito alto.

Augusto parou abrupto e os outros bateram nele, mas todos escutaram dessa vez.

Nada veio depois. Apenas o vento balançando folhas molhadas e o ruído distante de água correndo entre pedras.

— Tem alguém aqui — disse Davi, sussurrando, inquieto e tremendo.

— Tem sim é coureiro tentando assustar vocês — respondeu Augusto, embora sua voz tivesse endurecido um pouco.

Eles continuaram. O breu avançou cobrindo a mata.

Quando encontraram uma clareira estreita para montar acampamento, o céu já era um teto negro sem estrelas. Joel acendeu o lampião enquanto Nicanor preparava o fogo, foi então notaram, nenhum som, pássaros não cantavam, insetos não estavam os perturbando. Nada.

Augusto lentamente levantou os olhos para as árvores.

— Isso não tá certo.

Um estalo veio da escuridão. Todos viram ao mesmo tempo, um vulto se movia entre os troncos, magra e familiar. Homem e não animal.

Baixo como um menino entrando na adolescência mais algo assustava os quatro, como um instinto de perigo de alguém vendo uma cobra a primeira vez, cada um deles queria correr.

Davi ergueu a lanterna, a luz tremia em sua mão.

É que daqui pra frente vai ser só pra traz.

A luz iluminou um rosto de olhos amarelos e profundos, parecia por um segundo um garoto ate ele sorrir com dentes finos como dentes de felino e o cabelo do curumim se acendia como o sol, seus olhos incendiavam demonstrando odio.

Joel disparou para o garoto, o estampido explodiu pela mata e morreu imediatamente, engolido pela escuridão. O alvo não estava mais lá.

Depois disso, veio o assobio novamente.

Mais perto.

Atrás deles.

Nicanor girou rápido apenas para ser perfurado por um galho afiado em chamas, roupa grossa, ossos, músculos, órgãos e pele. Tudo perfurado com a mesma facilidade. Os olhos de Nicanor iam se apagando vendo o peito perfurado pela lança em chamas como que não acreditando no que via enquanto uma risada seguida de um assovio cortava a mata.

Os três ainda vivos gritavam se afastando do corpo de Nicanor que inflamava como uma fogueira e enquanto o cadáver carbonizava Davi rezava baixinho.

Augusto sentiu o frio subir pelas costas. Aquilo estava errado, o fogo se espalhou rápido demais, Nicanor assim como todos, assim como tudo ao redor estava encharcado.

Os galhos sacudiram violentamente em sequência, como se algo enorme estivesse circulando o acampamento em alta velocidade.

Joel apontava a arma para todos os lados.

— Eu não tô vendo porra nenhuma!... Cadê ele?


A escuridão caiu sobre eles como um pano. E naquele breu mais uma lança em chamas corta a escuridão atingindo a perna de Joel que caia gritando de dor enquanto o menino cantava. 


Eu quero mais...

Quero mais...

Sangue teu...

La vai mais um...

 Que morreu...

Que morreu...


Joel desesperado atirava para todos os lados fazendo Davi e Augusto terem que se abaixar para não serem atingidos no meio do pânico do amigo que antes que pudesse ser socorrido era perfurado mais uma vez no pescoço e era silenciado caindo mole e começando a incendiar como Nicanor antes dele.


La vai mais um...

 Que morreu...

Que morreu...


Davi começou a chorar agarrando os próprios joelhos

— Augusto...

Choramingava o garoto mais Augusto estava em alerta tentando achar a luz do cabelo do pequeno monstro que novamente havia sumido entre as arvores, concentrado, sentindo o coração na garganta e na ponta dos dedos que apertava a arma com força. Tão concentrado que demorou a notar que Davi não chorava mais.

Em terror Augusto correu sem direção, tropeçando em raízes, sentindo galhos cortarem seu rosto. Atrás dele, algo o acompanhava sem pressa.. Sempre na mesma distância, a coisa não precisava correr.


Eu quero mais...

Quero mais...

Sangue teu...


Em meio aos tropeços o caçador caiu por um barranco e dele para um rio caudaloso que o levou para longe rápido, antes de ser engolido pela agua ele ainda viu o fogo brilhar uma ultima vez e podia sentir o ódio direcionado a ele.

Augusto o único sobrevivente viveu ate a velhice contando a quem quisesse ouvir sobre porque todos precisam ter medo do Curupira e seu imenso ódio pelos homens.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Trevas na Terra de Santa Cruz

Meu Encontro com Lampião e o Diabo

Sentado numa réstia de clareira em meio aquele negrume da noite eu me encontrava vigiando o fogo da fogueira, afiando o facão a medida que a madeira estalava enquanto devorada pelo fogo, num ritmo hipnótico me envolvi de tal forma que não notei o homem que veio a se juntar a mim se aproximando do acampamento, erro que poderia ser mortal acabou sendo relevado pelo destino pois o homem furtivo apenas se sentou perto do fogo, reclamou da noite fria enquanto se aninhava perto das chamas, estava absorto em meus sentidos bestificados diante de tal acontecimento, fora surpreendido afinal, tanto que demorou segundos para perguntar.

- Desculpe viajante mais de onde veio? Porque não lhe vi chegar? - Sem rodeios perguntei e o homem disse.

- Vim de lá - Apontando para a escuridão - Faz de conta que tem luar e que as estrelas não brincam de conversar em voz baixa, vim da trilha que segue por ali na escuridão, escapado da morte que enganei - Completava o homem voltando a se esquentar.

- E como parece a morte? - Perguntei surpreso com o homem que olhava de cima abaixo, não parecia assombração, ficava junto ao fogo, diferente dos fantasmas com quem já falei, sua pele contudo era costurada com amarras estranhas, como que dado ponto por muitos médicos e sobrevivido a muitos cortes.

- A Morte é alta, vive de capa sobre o corpo e carrega uma afiada faca com quem toma nossa alma, a Morte, muito vaidosa como só ela já que é adorada por todos os heróis que existiram foi enganada por mim quando lhe dei uma fita bela de prenda, com palavreado de se conversar com moça bonita lhe amarrei a fita no pescoço e apertei ate que caiu. Então fiz para mim essa pele de seda elástica e sai a correr mundo - respondia, e começava eu a acreditar que era um homem morto a minha frente, alguém que fugiu do sem fim. Medo eu tive embora não me sentisse firme em minha decisão, não sabia se deveria ignorar, continuar a conversa ou tentar enfrentar o morto, poucas vezes eles são confiáveis mais esse não me ergueu ainda a mão de modo que decidi não ser o primeiro a agredir alguém.

- E não tem medo de ser perseguido? - perguntei a assombração com corpo que me respondeu

- Medo não detém meus feitos, e não serei achado cedo e não sem trabalho, aqui nesse lado começa a mata encantada, bem nessa parte, a sombra escondeu as arvores e a lama rouba a força dos passos de todos que andam na noite, sapos beiçudos coaxam enquanto não há movimento, espiando o escuro - analisava a região - mais a frente um fio de agua lambe a lama e arvorezinhas acocoram-se no charco e raízes velhas comem terra.

- Você fala como se já tivesse estado aqui, e de um jeito que eu nunca vi ninguém falar - indagava a figura que me respondeu 

- Porque já passei aqui quando vivo, e já depois de morto, sem corpo eu passei por aqui e vi coisas que olhos de carne não veem, que olhos do vento da noite conseguem notar

No avançar da noite o mal assombro apenas fica maior, os sapos param de cantar e o viajante do além sacava uma faca longa e brilhante a qual tinha escondido, faca essa que me arrepiava ao olhar pois ela parecia brilhar a meus olhos me relembrando todas as vezes que quase morri, cada tiro que sobrevivi, cada vez que por pouco não me estirei no chão, apertei com mais força o facão e de fato alguém chegou com dificuldades mais não foi demorado, um homem de bengala e aura terrível, os sons das aguas e das aves, não apenas dos sapos, todos emudeceram enquanto podia ouvir meu coração na garganta e meus dedos apertando o cabo do facão ate os nós esbranquiçarem.

A Morte Vestida
tão amada pelos Herois
 

- Que maldito terreno, desgraçado Virgulino de todos os lugares que ia se esconder veio pra um local com lama? Queria me evitar é? Sabe que não gosto dessa friagem da madrugada - dizia o homem batendo os sapatos sujos num chão firme, a tensão não diminuía, mesmo quando ele falava com voz macia e aprazível eu sentia dentes arranhando meu pescoço. 

- Desgraçado é você Cão Torto, sim fui para onde você não gosta de vir, mas se acha que foi por medo seu Diabo, digo que essa faca pode muito bem provar seu sangue podre primeiro - os olhares se voltaram para a faca, eu sabia quem era o segundo visitante, o Diabo sorriu com dentes afiados, sacando uma adaga da bengala ele falou

- Então você pegou a faca da Morte Vestida - Ao que era respondido.

- Isso mesmo Coisa Ruim, o Dente da Caçada, enquanto o sol nascer no céu e enquanto o céu cobrir o mar, nada entre eles e debaixo deles pode com esse fio, mais você quer tentar a sorte? - Dizia o morto desafiadoramente.

Um sorriso monstruoso era dado, o ar esquentava e a fogueira começava a queimar com mais força fazendo a mim e ao morto se afastar do fogo, o Diabo ria com sua dentadura afiada - Mas você é homem de bater comigo Virgulino? Mesmo que usando tal talismã, eu ainda sou eu - Ameaçava o Diabo.

- Ainda que sem essa faca eu não iria deixar essa provocação passar em branco Coisa Ruim. Hoje eu vou ver de que cor são tuas tripas e vai voltar pro inferno sabendo, Lampião não pede arrego nem se acovarda diante de ninguém.

Mesmo que eu tentasse não conseguiria correr, o diabo parecia uma onça esperando a covardia e ele me levaria com um golpe nas costas se eu empreendesse fuga, se fosse para morrer morreria de frente para o perigo, uma briga de facas terrível se desenvolveu, talvez a mais feia das brigas de facas, movimentos largos e arremetidas seguidos de estocadas e recuos de todos os lados, mesmo enfrentando dois o Diabo era rápido, a lamina beijava sua carne e voltava quente e fumegante, sua faca não me fazia sangrar pelo contrario queimava minha carne e roubava minha força.

Cortes nos braços e mãos do trio se multiplicavam, poucos golpes na pele do peito protegido por roupa e couro mais as laminas deslizavam pela bruta e improvisada armadura como se não existissem, corte profundo na barriga do Diabo e ele finalmente cai segurando a escuridão que lhe vazava como se fosse sangue, enquanto lutava para manter as trevas dentro da barriga e eu tremia com dor dos cortes no braço, Lampião se aproximava do inimigo como um carrasco - Cabra com esse seu jeitinho, que não gosta de sujeira e agua, não tem vez aqui no sertão do meu padrinho - ele corta a cabeça do Coisa Ruim que caia ainda sorrindo dizendo - Te vejo do outro lado - E o corpo da aparição se misturava as sombras da noite que restava e nas sombras tendo assistido a luta sem que eu notasse uma bela mulher estava observando, pelas historias que eu tinha ouvido aquela feição era de Maria Bonita que sentada na fogueira pergunta com voz de anjo.

- Porque ligar para vingança? Você tá morto Virgulino, aqueles que te mataram vão morrer em alguns anos também, não é o bastante saber que o mundo é assim, que a lei da terra vem para todos? - Sem olhar para a mulher ele responde.

Lampião enfrentando o Diabo

- Não é o bastante, Maria eu vou me atrasar... Nem que eu rode o mundo e depois dele o inferno todo não vou deixar aqueles miseráveis vivos depois do que fizeram conosco - Ao ouvir isso a mulher mudava de forma para uma figura alta de grande manto florido e com uma mascara que parecia o crânio de um cavalo na escuridão, ela se aproximava e tocava o ombro do cangaceiro.

- Então boa sorte - A morte então perde sua forma com os raios da manha, mas não Lampião, que observava suas mãos, vendo sua pele resistindo a luz e com um sorriso ele guardava a faca na roupa.

- Me desculpe homem, a noite foi ruim para você, não era minha intenção acredite, como posso chama-lo? - Me perguntou ele, ao que respondi. 

- Sou Lorenço, fui bandeirante hoje apenas ando por essa terra - E ele diz com um sorriso antes de andar em direção ao amanhecer.

- Vou lembrar de você Lorenço.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Novo Kit

Druida do Alto Sol

Druidas costumam ser figuras quase folclóricas em mesas de RPG, seres vestidos de folhas ou couro, sendo sábios mais vivendo mais como animais do que como os homens que são e não existe algo inerentemente errado com isso, os estereótipos são poderosos por bons motivos, mas também é bom ver outros ângulos, de druidas que veneram a decadência como parte do ciclo natural em posts passados agora druidas que veneram o florescer, o ciclo, deixo vocês com minha ultima ideia o culto do verão, os druidas do alto sol.

O machado encontra a raiz
e isso também é natural

Vivendo em locais rurais e de fronteira, com templos de pedra e rituais escritos em livros e pergaminhos essa ordem se aproxima muito mais de uma ordem religiosa secular do que uma tradição selvagem, mas na verdade estão no meio entre ambas, o culto do verão entende que tudo na natureza existe em ciclos e que o que controla a presa é o predador e vice versa, com as raças inteligentes que saíram do ciclo natural, eles agem como esses controladores para que voltem ao ciclo por ações e que o respeitem, em comunidades menores eles orientam os desmatamentos para que não sejam excessivos, abençoam as colheitas para que em menor região se produza mais e ensinam o respeito a natureza, ensinam que as raças inteligentes não são anomalias mais filhos do mundo natural e devem viver dele e não destrui-lo.

Vistos como hereges por muitas ordens por suas filosofias conciliadoras, eles não protegem homens ou animais, protegem padrões e a ordem, se portam como juízes de queimadas, colheitas e expansão urbana, agem como lideres de rituais sazonais e apontam quando algo é para se preservar e algo é para destruir.

Ordens clássicas de druidas ou mesmo os drunes não os consideram como sacerdotes da natureza e não os chamam para conselhos e encontros nos Dolmens mais isso não parece os afetar assim como não afeta a acusação que lhes faltam dons comuns aos druidas como falar com animais e a transformação numa forma selvagem, mas seu foco em liderança comunitária os faz ser ouvidos com facilidade por aldeões e cidadãos, serem vistos e respeitados quase como se sua presença exigisse isso.

"O que não queima apodrece"

Embora sejam muito mais voltados pra humanidade ate para controlar avanços predatórios, acontece em raros casos, assim como acontece com os druidas (mais frequentemente aos drunes) deles não apenas portarem as sementes do crescimento mais a foice da retribuição, eles apontam as falhas e condenam a ganancia e acumulação indevida, onde são ignorados revoltas explodem, secas persistem e incêndios tomam cidades inteiras.

Novo Kit: Druida do Alto Sol

Exigências: Clericato, magia elemental, H2

Voz do Alto Sol: A presença do druida é imponente, suas palavras são sabias e facilmente entendíveis, assim como um erudito capaz de tocar tanto os mais simples quanto os nobres com a verdade o druida do sol alto não é facilmente ignorável. Recebe um bônus de +3 em testes sociais.

Fogo Ritual: Embora faltem alguns dons dos druidas a ordem do alto sol, eles mostram suas bençãos com o controle do seu elemento guia, magias que causariam destruição generalizada nas mãos deles destroem apenas o que desejam destruir. Suas magias de fogo nunca causam dano colateral, nunca afetando quem o druida não deseja que seja afetado.

Fogo Purificador: Capazes de queimar doenças e cauterizar ferimentos, os druidas do sol alto podem curar usando as chamas que tanto ajudaram as raças inteligentes em sua evolução, magias de cura e purificação que exigem a vantagem magia branca o druida do alto sol é capaz de lançar como se fossem magias elementais de fogo.

Arauto do verão: Pouco afetado pelo calor e pelas chamas, os druidas do verão podem andar em queimadas sem nada sofrer. O druida do alto sol não é afetado por calor extremo como penalidade nem fadiga por climas áridos, gastando 1pm ele se torna imune a fogo natural ou magico por uma rodada.

O Calor do Sol: Concentrando energia magica o druida do alto sol cria chamas mais intensas e quentes que seu poder permite. Gastando 1pm amais na magias usadas com o elemento fogo saíram com efeito máximo sem a necessidade de jogar dados.


Novas Magias

Verão Implacável

Exigências: magia elemental fogo, clericato.

Custo: 1pm ou mais.

Dentro de uma área de dez metros para cada pm gasto, todos começam a ser afetados por um calor sobrenatural, o vento sopra quente mesmo que o sol pareça normal, as armaduras pesam, roupa cola na pele e respirar dói. Todos dentro da área recebem uma penalidade de F e H-1.


Sombra Curta

Exigências: magia elemental fogo, clericato

Custo: 10 pms

em uma área de 30 metros pela duração de uma hora, ilusões se desfazem, mentiras ditas acabam sendo perceptíveis e emboscadas falham, nada consegue se esconder quando a sombra é curta.



segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Masmorra Bagunçada

 Tojima quer ser um Kamen Rider

Por muito tempo atrasei esse post por mais que estivesse com ímpeto de escreve-lo assim que vi o primeiro episodio de Tojima quer ser um kamen rider, mais se o tivesse feito o texto teria saído diferente, pego pela paixão teria exaltado a historia e sensibilidade sem ver mais capítulos o que poderia se revelar errado, também poderia falar sobre valores que vi no primeiro episodio que não necessariamente se estenderiam para o restante da serie e embora isso fosse verdade não foi isso que segurou minha vontade foram as opiniões de terceiros, a forma como vendiam o anime como o recomendavam, arte incrível, musica envolvente, historia engraçada. Seja isso tudo verdade também falavam sobre a loucura de Tojima e o descreviam como um homem perturbado e poucos o descreviam como alguém em busca da mais nobre das ambições, ser um herói.

Louco como Don Quixote

Assim como a loucura de Don Quixote tanto falada não é falta da razão ou juízo mais inadequação a esse mundo sem valores, assim é a loucura de Tojima onde se recusa a enfrentar outros homens com toda sua força extraordinária, onde ele da lições de moral a adolescentes raivosos com e delinquentes "enfrentem o mal" e isso é visto como tolice e mesmo quando ele vence tantos de maneira quase similar a historias heroicas da antiguidade não havia triunfo na face dele apenas tristeza, pois ali foi uma batalha sem honra e sem razão, Tojima é tomado por tristeza profunda em sua vida a ponto de vender seus tesouros pessoais, brinquedos e produtos que representavam para ele o amor a seu símbolo, pois temia o prospecto deles serem jogados fora caso ele morresse sozinho. Sim parece pouco mais pra quem já esteve em situação parecida ou com alguma similaridade sabe que a sensação é a de arrancar um pedaço de si e sim ele se força a "viver como uma pessoa normal" mais quando a chance de viver o sonho aparece, ainda que possa ser ridicularizado, ainda que possa ser visto como louco ele a agarra. Trilhando seu sonho com paixão, normalmente as lagrimas dos kamen riders significam tristeza de terem de ser violentos e do mundo ser injusto, mas Tojima chora de alegria pois começou a viver seu ideal de enfrentar o mal, pois assim como Quixote desde que enlouqueceu ele enfrentou o mal e tornou o mundo um pouco melhor.

"O Herói não desiste, segue avante"

Pensamentos Finais

Esse texto mau estruturado foi apenas para externalizar pensamentos que tive, sobre significado, sobre como nossa vida é moldada por nossos ideais e nossos herois e kamen rider é o ideal de Tojima, é seu heroi, ideal e heroi que ele deseja ver encarnados, vivos em uma realidade cinica e kamen rider é a luta pela paz, coragem, amor e justiça em contraponto a covardia, maldade e ingratidão. Sim Tojima é louco e sim kamen rider é inalcançável, nenhum homem pode ser como kamen rider mas não é porque nosso exemplo é perfeito, inalcançavel, que devemos deixar de busca-lo e se mais pessoas fossem apenas um pouco loucas como Don Quixote ou como Tojima, o mundo seria bem melhor.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Conto

Carniceiros

 

Sombras crescem perto do cemitério velho, naquela cidade grande, uma grande cidade que poderia existir em qualquer lugar. Houve uma purga, bruxas foram mortas, sacerdotes negros descobertos e executados. Inocentes mortos por uma massa em busca de justiça? Culpados pegos apesar do caos generalizado dessa época? As cabeças nas estacas não se importavam mais, o tempo, o sol morrendo ao longe que deixava de tingir o céu de vermelho e dava lugar ao azul da noite não importava, tão pouco a vala comum fria onde seus corpos foram jogados próximos ao cemitério importava e muito menos os Ghouls que acordavam quando o frio da noite os despertava, deixando o solo antes aquecido, cavando em direção a vala as criaturas noturnas saiam em meio a pilhas de carne sorrindo.

— Chegamos rápido, que ótimo — Dizia um se jogando entre os corpos enquanto outro concordava com alivio.

— Sim chegamos, vamos comer antes que joguem cal viva nesses como fizeram antes —  Enquanto o terceiro lamentava.

— Cal? Que desperdício, homens são sentimentais demais, uma vez que a alma vai embora que diferença faz a eles se são devorados pela terra, pelos vermes ou por nós?

As criaturas começavam a devorar carne, felizes de poderem se fartar por mais uma noite, mais uma vez sem fome, mais uma vez podendo dormir tranquilas, em meio ao banquete uma das criaturas removendo os cadáveres, por curiosidade para ver quantos havia, encontrava algo raro naquelas valas.

— Vejam o que encontrei. Uma inteira — Respondia puxando o corpo de uma mulher com apenas um ferimento centrado no coração, não fora decapitada, ou esquartejada como a maioria dos corpos ali no buraco, chamando atenção dos outros dois que iam roendo pernas ou braços mais iam na direção do outro.

— Jogaram uma inteira aqui, o que será que essa fez? — Dizia de bom humor pelo achado.

— Quem se importa? Coma-a primeiro se quiser — Mas eram interrompidos por setas de besta que atingiam os demais corpos, fazendo os três ghouls se retesarem como gatos acuados.

— Herói — Um deles falava temeroso e eriçado enquanto os outros dois respondiam entre rugidos.

— Frio — Rugia um deles

— Sem coração — Rugia outro enquanto o homem em armadura e elmo facilmente rearmava a besta.

— Recuem e não toquem nesse corpo, eu as proíbo proles do inferno, monstros da noite — Diante dele apontando a besta, os ghouls tendo ou não entendido a fala do homem, o homem tendo ou não entendido o que eles falaram, eles recuaram, agarrando pedaços de corpos para garantir a refeição e recuavam para longe temerosos enquanto o guerreiro saltava no fosso fétido e resgatava o corpo da mulher com um único ferimento, o levando para longe.

— Heróis não deixam nada para trás além de angustia — Um deles lamentava enquanto outro irritado respondia

— Devemos faze-lo pagar, vingança, vamos embosca-lo ele não vai lutar direito com o peso extra — Mas o terceiro acalmava os demais

— Deixe o herói recuar com seu premio, não vale a pena morrer pela comida, não quando temos tanto o que comer ainda, não quando os homens se dedicam tanto a matar, se dedicam tanto a nós alimentar — eles viam o homem sumir nas trevas antes de retornar ao buraco, conversando entre si.

— Lembram quando éramos menores? Dos contos que nossa mãe nos contava sobre a época da grande peste? — Falava um.

— Sim. Banquetes eram organizados, a fartura era tanta que não havia bocas o suficiente para comer e ninguém temia a espada dos heróis eles não lutavam por aqueles corpos da peste — Lamentava um deles deles por esse tempo não vivido.

— Vamos nos concentrar no hoje, vivemos uma época boa mesmo que amarga. Esses tempos de fartura inocente não foram para nós — Respondia a lamentação do segundo com resignação — Comemos agora e nos escondemos mais longe depois.

— Longe quanto? — Pergunta um deles preocupado.

— O suficiente para estarmos perto, quando o próximo massacre acontecer, mas longe o suficiente do próximo herói, pago em ouro para nós matar — E ali na escuridão eles se banquetearam aquela noite na vala comum.

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Chefe de Fase

 O Último dos Valmor

A neve não para de cair sobre as colinas tumulares.
Cada floco que caía sobre o ferro da armadura parecia esfriar a alma de Edran Valmor o lembrando da sina que vivia. Uma que se arrastava desde os tempos de seu trisavô, o Barão Ulric.

- Trinta almas mortas por ambição - Dizia o padre.
- Uma dinastia manchada pelo ouro e pelo sangue, que a maldição acabe agora - Ele completava andando enquanto abençoava as armas de Edran.

Antes Edran não acreditava em maldições… até o chão sob o velho cemitério começar a respirar.

Uma noite muitas noites atrás. Edran ja nem lembrava quando parecia outra vida, uma vida mais bela e dourada onde o nome de Valmor não significava monstruosidade, ate aquela noite onde um sussurro em um sonho o acordou.

Tu... roubaste meu nome.

Edran ergueu a espada. O uivo monstruoso de seu antepassado lhe trouxe de volta a realidade, lhe trouxe de volta ao cemiterio maldito, precisava conter o cavalo ou mesmo o animal de guerra fugiria diante daquela sensação de horror.

Da fenda rastejou Ulric Valmor. o corpo longilíneo, serpentino, coberto de placas de armadura moldadas pelas forças sombrias, em seus dedos anéis dourados, outrora símbolo de sua nobreza, estavam agora ornando a morta criatura com olhos que ardiam em um vermelho sangue e fogo, como as chamas da ganância que o moldara.

- Não me deste gloria nem virtude, apenas vergonha, não me foi exemplo apenas fardo e agora retorna para assolar minhas terras avô... pois aqui estou e lançarei seus ossos no fogo antes do sol raiar - gritava Edran em desafio.

A criatura soltou um riso distorcido, seus olhos cintilavam e ele se mostrava ansioso - Devorarei sua carne meu neto, antes que a manha esteja entre nós.

A batalha foi brutal, cavaleiro digladiou com monstro por horas antes da lamina prateada encontrar o peito da aberração que se desfez em cinzas e um uivo de banshee, as historias se tornam muitas agora, alguns falam que Edran morreu enfrentando seu demoníaco parente, sua riqueza foi doada para a igreja e um tumulo foi erguido em sua honra. Outros dizem que ele forjou sua morte e se juntou ao clero, em busca de purificar a alma da macula demoníaca de sua família, seja qual for a verdade não existe um tumulo para o herói Edran, e na propriedade de sua família o ultimo tumulo erguido diz apenas "aqui jaz o ultimo dos Valmor".

Horror de Ossos

Comerciantes ricos, nobres gananciosos, homens de grande poder monetário por vezes se veem amaldiçoados por ganancia, os anões possuem muitos contos sobre a febre do ouro e a doença do dragão. As vezes quando enterrados em locais malditos e em mais raras vezes ainda, quando essa ganancia é tão intensa que amaldiçoa o terreno onde o morto foi enterrado, com o passar dos anos surge um Horror de Ossos.

A caçada à antiga Baronesa Svarogov chega ao fim.
Sua filha, Radomira, exige um duelo
para limpar o nome de sua família.
A monstruosidade serpentiforme eclode do cemitério com joias de sua antiga vida, armas e defesas adaptadas se tiver sido enterrada com tal, tudo modificado pela força da maldição, uma vez despertado o monstro passa a saquear tudo que lhe agrade, tudo que em seus olhos exista valor, matando seus antigos possuidores, acumulando riquezas em seu tumulo agora violado, o ouro atrai o monstro e para sua logica distorcida não existe nada que não lhe pertença.

Muitas historias de nobres mesquinhos voltados da tumba para destruir seus antigos domínios marcam a historia do mundo levando a destruição de varias dinastias as vezes pelas mãos de seus forjadores. Contudo as riquezas no covil do monstro atraem aventureiros e mercenários atrás de riqueza fácil, cuidado herói, o ouro corrompe.

Horror de Ossos

P:        5
H:       3
R:       6

PA, 15 PM, 30 PV

Perícias: Luta

Vantagens: Aberrante (Luta); Acumulador, Alcance, Anulação, Ataque Especial (Poderoso), Golpe Final, Imune (Abiótico), +Membros, Punição (qualquer de –1 ponto), Sentido (Radar)

Desvantagens: Ambiente (Cemitério, ruinas, locais amaldiçoados), Aura –2, Diferente

Técnicas: duas técnicas comuns quaisquer mais os poderes abaixo listados.

Corpo de Cova: Ignora 4 pontos de dano fisico ou de trevas, recebe +4 dano por fogo ou itens abençoados.

Sopro Cadavérico: Pode por 5pms lançar um sopro que causa em um cone a sua frente um dano de 2d6, exigindo de todos os atingidos um teste de R dificuldade 10 ou recebem 1d6 de dano pelo numero de turnos igual a H do monstro.