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quinta-feira, 20 de maio de 2021

Trevas na Terra de Santa Cruz

O Cabeça de Sirene 


O avanço sobre o Paraguai é quase nulo, armas automáticas, mechas poderosos e os rios, ah os rios, se os lusitanos tiveram problemas com os francos a ponto de sua família real fugir para a Terra de Santa Cruz, esses problemas duvido eu, foram tão terríveis como lutar em locais onde chove quase todo dia, trincheiras rudimentares cavadas são facilmente inundadas e a noite coisas saem da mata para buscar os corpos que não foram recuperados, dormir é difícil e o stress é alto os soldados estão uma pilha de nervos ao ponto que brigas começam a ficar frequentes, no destacamento onde me coloquei tento remediar isso, ja passei tanto por tais situações que sei como ajudar a aliviar os ânimos, historias, bebidas improvisadas e de gosto melhor que o que temos recebido, ficariam surpresos como da pra destilar alguns tipos de bebidas com poucos instrumentos ou fermentar outros usando menos ainda.


Contei historias que aprendi com os índios, truques para disfarçar a luz de fogueiras e para caçar com mais facilidade apenas pedi para que ensinassem a todos que pudessem essas habilidades, enquanto bebíamos e falava sobre como da pra fermentar uma bebida dentro do tronco de uma bananeira, um dos soldados me falou algo que algumas vezes no passado eu mesmo já pensei, a chuva estava muito forte e os raios o que também me lembrou de um dia que ate agora não tinha registrado em meu diário, em parte porque não sei bem o que vi e em parte porque não sei o que pensar sobre o que vi.


- Deveríamos caçar todas essas criaturas e reduzir seus territórios a nada, tais monstros não podem mais nos incomodar - foi o que ouvi de meu aliado de armas.


- Não, infelizmente o coração humano pode gerar criaturas tão perversas e poderosas quanto aquelas que nos caçam no ermo - respondi a ele, e naquele dia contei historias sobre canibais amaldiçoados, sobre bruxos terríveis, sobre lobisomens e enquanto a chuva aumentava, contei a historia que agora escrevo.


Estava em fortaleza, ainda na época que estava revisando mechas que agora sei que viriam para essa guerra, pessoas estavam morrendo, sendo destroçadas e largadas na praia, na orla dos mangues e outros locais de difícil acesso, o numero de pessoas desaparecidas era maior entre indigentes mais ate trabalhadores de fabricas e policiais começavam a sumir e reaparecer mortos, por sorte não fui pego como um suspeito, pelo menos não oficialmente, estrangeiro, mesmo que as mortes tivessem ocorrido antes de minha vinda oficial, era irresistível me observar.



Mais irresistível ainda para o assassino que gostando de chamar atenção, deveria querer mostrar como a policia estava longe de entende-lo e como ele era esperto, num distrito ferroviário que levava os mechas para longe e trazia peças para as fabricas ao qual eu usava de atalho para ir ao quarto onde dormia, chovia muito naquela noite e fui atacado, o assassino tentou me surpreender aproveitando-se da chuva mais não fora rápido ou silencioso o suficiente, a punhalada que investiu contra mim nunca me atingiu, a luta foi patética, não precisei sacar arma alguma, em meio a tempestade troquei golpes com o assassino que nunca chegou a me tocar, enquanto esmurrava seu rosto mascarado, após alguns momentos de luta em meio ao temporal, o assassino cansado se apoiou em um poste de ferro onde no topo as sirenes que alertavam os trabalhadores ferroviários sobre os seus horários, me olhou com grande ódio recebendo de volta um olhar de desprezo por sua fraqueza, teria matado o pobre diabo nesse momento, já estava pronto para lhe quebrar o pescoço mais Tupã quis diferente e fez sua vontade presente, um raio atingiu o poste, houve uma explosão que me fez recuar e então o homem e o poste haviam caído, desfigurado e destroçado, com ferro do poste fundido a seu corpo pelo calor do raio, a policia que veio depois, chamada por mim, nunca viu nada parecido.


O corpo foi recolhido, enterrado como indigente, contavam as historias de quem foi assistir o enterro, falaram que ele foi enterrado com os restos do poste pois era impossível tirar sem mutilar mais ainda o corpo.


Um mês foi o tempo de paz que a cidade teve antes dos assassinatos retornarem mais sem corpos achados agora, as pessoas apenas sumiam e dessa vez não seguiam mais o padrão das vitimas, nas minhas ultimas noites em fortaleza tive um encontro na ferrovia, um monstro passou ao longe, tocando um som sinistro por suas bocas em forma de sirene, me escondendo entre vagões para me preparar para qualquer coisa, vi em meio a chuva que caia, um colosso passando pelo ermo de restinga de mata, a monstruosidade de pele queimada com corpo semelhante ao humano e ferro misturados, sem cabeça, com sirenes lhe servindo como tal acima de um fino pescoço, vi a fera se afastando sem nem ter me notado e não sei o que aconteceria se tivesse sido, ainda não tenho certeza do que vi como relatei, mais imagino que aquele era o assassino.

sábado, 3 de abril de 2021

Trevas na Terra de Santa Cruz

Aparição Na Quaresma



Me recuperando na ala medica daquele destacamento, ossos sarados, ferimentos fechados, decidi que ficaria e participaria daquela batalha, ainda que a potencia dos meus músculos fosse grande e minha experiência me ajudasse a verdade é que estou velho, ciente que as chances de sair vivo dessa guerra são menores do que as de um jovem contudo a verdade é que todo mundo morre de alguma coisa e não adianta viver com medo da morte, mesmo o imperador Dom Pedro esta nessa batalha o que me surpreendeu, não imaginava que existissem governantes que defendessem seu povo fora dos livros, talvez o mundo não seja tão escuro quanto eu sempre achei, ou talvez eu sempre tenha andado com a cara enfiada demais na escuridão. 


Armas sempre foram minha companhia e ainda que não fosse um dos soldados facilmente consegui ingressar na guarda de milícia não treinada do exercito, homens simples e corajosos, almas gentis e sofridas que pegaram em armas devido a ameaça a sua terra e sua gente, o companheirismo nasce rápido entre combatentes e logo me vi dividindo historias de minhas andanças as que eles mais gostam são dos encontros estranhos com as feras dessa terra, monstros com pouca ou nenhuma explicação e me vi contando uma historia a qual ainda não havia escrito em meus textos, estarei aqui reparando tal deslize.


Foi no sertão do Maranhão onde se passou essa historia, uma ex freira chamada Ana Luisa que abandonou o habito para se casar com um homem ao qual se apaixonou e teve uma filha, havia sido deserdada pelos pais, por oito anos viveram juntos embora a relação rapidamente definhasse, o homem ao qual havia se apaixonado, Roberto, ciumento e possessivo morava com sua esposa e filha em um sitio afastado de quase tudo a 8km da vila mais próxima e ainda assim acreditava que sua mulher lhe traia, abandonando-a gravida de seu segundo filho. Mãe e filha sozinhas e abandonadas no sitio viviam como podiam e acabou por fazer o parto sozinha tendo como única ajuda sua menina mais velha, parto difícil e com grande perda de sangue havia deixado Ana Luisa doente e com 3 meses após o parto ainda demorava a se recuperar, nessa época eu me vi batendo em sua porta.


Vindo em busca de orientação, encontrei a mulher enfraquecida, o jovem bebe ao qual tinha chamado de João e sua pequena filha Tereza ao que vim descobrir depois de ouvir a historia completa, cuidando de todos os afazeres da casa, não consegui partir dali dando as costas aquelas duas, fiquei e ajudei, embora não tenha sido tão útil quanto gostaria de ter sido, caçava, conseguia alguma comida mais Tereza é quem realmente cuidava de sua mãe que mau se sustentava em pé no tempo que fiquei ali, com tonturas e fraqueza as vezes desmaios, sempre era a menina que estava ali para socorrer sua mãe e cuidar dela, um mês após eu chegar, quatro após o parto, entrava a quaresma e a mulher lentamente começava a mostrar melhoras.


Na noite em questão para o conto estava eu bebendo do lado de fora da casa, Tereza lavava os pratos e copos pois a pia também ficava fora da casa que pequena e com chão de palha e barro, se molhada seria complicado para limpar, deveria ser oito horas da noite, não fazia tanta diferença, senti algo me olhando da mata, algo que atiçou meu instinto e lentamente pegava minha pistola de pederneira do meu cinto e a deixava sobre a coxa e falei a pequena Tereza.


- Va para dentro de casa e cuide de sua mãe e do bebe, deixe esses pratos ai, de manha se resolve isso a noite esta fria e se ficar doente quem cuida da casa? - disse com certa urgência embora tentando me manter calmo mesmo que meu corpo falasse que deveria me erguer e me posicionar para o enfrentamento.


- Mas os pratos sujos vão atrair os bichos - me respondeu a pequena ao que lhe respondi


- Vai, eu vou ficar aqui fora hoje, fazer uma fogueira, beber um pouco, com o fogo nenhum bicho vai chegar perto da casa - e a menina cansada foi se deitar para dormir, lembrei-a de trancar a porta e quando ouvi o trinco sendo passado juntei madeira como disse que faria e ascendi uma fogueira mantendo a calma mais mantendo também a atenção em todo lugar.


O fogo nem havia pegado ainda quando senti cheiro de enxofre e já atirei mil balas para saber bem como é o cheiro quando a pólvora queima, ouvi um rosnado leve e com as chamas ainda mansas atrás de mim me virei para encarar a escuridão sacando o facão da bainha e apontando a arma para a noite, luzes que depois vi serem olhos, me encaravam no escuro, sem medo da fogueira ou das chamas a coisa andava ao meu largo, ou seria ao largo da casa? Parecia um grande cão com aspecto demoníaco, um largo sorriso era discernível em seu rosto, já havia enfrentado um lobisomem a essa minha altura da vida, estava pronto pra o ataque, para me machucar para pagar sangue pela vitória, so não para ouvir o monstro falando.


- Vim pela criança pagã - me disse o monstro enquanto a escuridão parecia o abraçar sem contudo diminuir o brilho de seus olhos ou de seus dentes.


- Não tem criança pagã aqui, vai embora - disse eu forçando a voz para não falhar, não veio em minha mente uma ameaça, um brado de heroísmo ou algo épico, ainda me desconcertava que aquilo tão inumano estivesse conversando comigo.


- Te deixo viver se trazer a criança - me falou o cão novamente - a mulher lá dentro é nova, pode ter mais filhos - ele parecia me medir, talvez tenha notado que minha postura fosse de guerreiro, ou notou meu sangue mestiço que me tornava mais difícil de derrubar que os descendentes puros dos Lusitanos, verdade seja dita, minha ascendência Tupi em muitas vezes já tinha me salvado.


- So vai passar comigo morto - falei em um rugido, ele sabia do bebe então não tinha porque continuar a tentar engana-lo mais a fera dizia - o filho nem é seu, vocês viventes se apegam a tudo que se move... O rebentozinho nem possui o saber ainda, mais não pense que vai se safar apenas porque consegue correr mais - foram as ultimas palavras do monstro para mim, nesse momento a escuridão o abraçou e num instante depois ele havia saltado sobre mim, atingindo meu ombro e quase meu pescoço, rasgando carne, raspando em ossos com os dentes, o joguei para traz com um golpe do facão que não o cortou, pele dura, pelo estranho e afiado, mais o golpe não foi inútil, se contorcendo de dor como que houvera levado um golpe de porrete vi o monstro afastando-se para reavaliar a estratégia e eu contudo não ia deixar ele ter iniciativa novamente, não sentia dor , não ainda e não havia de deixa-lo atacar novamente, ataquei mais atingi apenas o ar da noite.


O grande cão estava no topo da casa tentando afastar as telhas com as garras e ouvi o grito de Tereza e Ana Luisa, mirei com a mão ferida e atirei, o monstro grunhiu e sangrou, correu rápido para longe, a força do tiro fora o suficiente para o ferir mais sabia que não havia lhe matado, de manha mesmo ferido, praticamente carreguei Ana Luisa, Tereza e o pequeno João para a igreja do vilarejo onde o menino fora batizado e já na luz das estrelas, entre as trevas fora da igreja podia ver as luzes dos olhos do enorme cão, não sei o que foi aquilo, mais nunca mais o vi.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Brigada Ligeira Estelar

 Zihgir


Estranhos irregulares tem aparecido em batalhas e frequentemente enfrentando terroristas ou bandidos, normalmente pilotados por justiceiros conhecidos coletivamente como raposas, contudo normalmente usado em duplas, o Zihgir é um modelo de apoio curioso, funcionando exatamente como modelos de apoio de disparo indireto e outros modificados para funcionarem como snipers com uma diferença notável, o Zihgir anda armado com um arco.


Nenhum mecânico imperial ou de algum domínio ainda conseguiu por as mãos num Zihgir mais algumas coisas são facilmente entendíveis, normalmente hussardos snipers são voltados para dano, destruição em poucos tiros, o Zihgir é para velocidade, agindo mais como um cavaleiro arqueiro e menos como um arcabuzeiro antigo ele desliza no espaço entre os inimigos disparando setas e distribuindo ataques, sua capacidade de movimentação é elevada em compensação sua blindagem é baixa indicando motores um pouco mais fracos que o comum.


Claramente voltado para combate indireto, o Zihgir possui um tepeque interessante que lhe protege de disparos inimigos e aparentemente é inútil contra um ataque corpo a corpo, embora o modelo não seja tão versátil alguns nobres principalmente de Annelise e Tarso já estão oferecendo recompensas por um Zihgir em bom estado o que deve mover mercenários, embora alguns desses nobres estejam chamando atenção da brigada ligeira por suspeita de serem caçadores de raposa.



F1 H0 R2 A1 PdF4

Vantagens: Mecha, Adaptador, Ataque especial (PdF), Aceleração, Tiro Múltiplo, Pms extras x2, Sentidos especiais (Infravisão, visão aguçada, radar),Voo.


Desvantagens: Bateria, Munição Limitada, Volátil.


Tepeque anti disparos: O Zihgir pode utilizar o desvio de disparo visto nas magias do 3d&t alpha.

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Soulstorm Keys

 Warhammer 4000 : Dawn Of War Soulstorm Serial


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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Nova Raça

Atualizando aqui um kit/raça velha do meu blog, que eu tenho bastante apego mais que ja estava meio defasada, que fiz quando eu não tinha tanta habilidade assim. 


Witcher


Witcher são caçadores do sobrenatural, a casta e formada por uma irmandade de monges guerreiros capazes de feitos extraordinários, feitos esses, possíveis devido a uma vida de treinamento e rituais mágicos obscuros, a vida de alguém como witcher começa quando bebe, onde e submetido a uma serie de complicados rituais mágicos para aumentar sua força e resistência, aumentar a cura natural e a tolerância a ferimentos, após sobreviver ao ritual, os olhos da criança são retirados e outros são colocados no lugar, olhos de fera, para que eles consigam enxergar com pouca ou nenhuma luz, em buracos escuros onde, kobolds, vampiros e carniçais se escondem, essa vantagem pode ser decisiva, após tudo isso o treinamento começa.


"Witchers do futuro Cyberpunk?"

Educados como nobres, treinados como guerreiros e ensinados princípios da magia e alquimia, os witchers são uma super elite, vistos como heróis e as vezes como vilões, normalmente eles trabalham por dinheiro, servindo como assassinos e guardas da nobreza e de quem conseguir pagar, utilizando armas de prata para enfrentar criaturas das trevas, e aço frio para qualquer ser mundano ou quem sabe humanos que resolvem não pagar pelos serviços...


Muitas são as guildas de Witcher do mundo, embora nem todas sejam conhecidas elas possuem suas próprias mutações e o mais importante, as próprias doutrinas de combate e limitações de honra, embora witchers no geral lutem pela humanidade, não imaginem eles como equivalentes as guerreiras do anime Claymore, se um witcher matar um homem é bem difícil que outro levante a espada para matar o "mau feitor" sem que isso seja remunerado.

"Primeira vez que luto com minha bunda de fora"


A grande força e origem das lendas sobre os witchers contudo não vem sequer de sua grande habilidade em magia, na qual conseguem utilizar com grande facilidade, e sim dos feitos durante o frenesi induzido, tomando poções cuidadosamente feitas, cada uma com um teor de toxidade tolerável a um witcher mais fatal a um homem, o witcher induz em si uma fúria guerreira, incapaz de sentir dor nesse estado ele luta com toda a força capaz de reunir, a poção também retira o controle e inibição cerebral com relação aos músculos, tornando-os mais fortes.


Witchers podem facilmente viver ate 200 anos e nunca ficam doentes, mais todos são estéreis e todos são homens, inclusive por isso sempre são necessários mais bebes para integrar as fileiras da ordem.

Witcher.


Custo: 2 pontos


Capacidade mágica ampliada: witchers possuem a capacidade de fazer magias mais facilmente, podendo comprar vantagens mágicas por um custo reduzido em 1 ponto.

"Uma para monstros outra para humanos"

Constituição mudada: witchers são resistentes a veneno, ganhando um bônus de +2 para resistir a envenenamentos, podem se curar duas vezes mais rápido em repouso e podem enxergar na escuridão total.


Estudo intensivo: sempre testados para serem bons em tudo que fazem, os witchers são versáteis e sua presença em grupos e muito bem vinda, o witcher pode comprar 2 pericias a sua escolha por 1 ponto cada.


Nascido para matar: o treinamento pesado de um Witcher o faz letal, um desses guerreiros sozinho costuma valer por 5 ou mais lutadores menos treinados. Witchers recebem bônus de FA+2 em seus ataques.


Mutante: mau visto, tido como alguém sem coração e sem humanidade, todo Witcher é tratado como se possuísse uma doença terrível e contagiosa recebendo a desvantagem má fama.


Caçador Witcher


Exigências: Witcher, F ou PdF1, H1


Arma de prata: o witcher utiliza armas de prata que podem ferir mais facilmente mortos vivos e criaturas das trevas, sempre que enfrenta um youkai, o witcher ignora a A dele nos ataques.


"Matar monstros não é fácil"


Olho de caçador: Aprender a ler seus adversários e conhecer seus inimigos é a chave para vitória, ainda mais quando se pode usar esse conhecimento contra eles. Por meio de estudos intensivos o Witcher conhece muito bem espécies de monstros e também como matar homens, se ele tiver 1 turno para analisar seu alvo ele pode descobrir a ficha do adversário gastando 5pms.


Armadura Leve: Mobilidade nesse negocio costuma ser mais importante que defesa, quando se enfrenta fantasmas que ignoram proteções ou monstros capazes de partir aço com as garras não ser atingido é vital. Gastando 3pms o Witcher pode substituir a A na sua FD por  H, rolando Hx2+1d6, em caso de critico a rolagem passa a ser Hx3, poderes que afetam a A também passam a afetar a H  durante a utilização desse poder.

Errata: para aqueles que acreditam que o poder de dobrar a Habilidade vá desbalancear a mesa, proponho uma pequena mudança, um bonus de FD de +1 para cada pm gasto na defesa.


Óleo para lamina: Venenos especiais que afetam apenas a espécie escolhida são produtos alquímicos comuns nesse oficio. Caso o Witcher conheça os inimigos que vai enfrentar e tenha pelo menos 1 turno para se preparar, ele pode envenenar sua arma e receber um bônus de +2 de FA afetando apenas a espécie escolhida previamente, cumulativo com outros efeitos que afetam certos monstros como inimigo ou sagrado, mortos vivos são vulneraveis a esses venenos alquímicos não ignorando o bônus de FA ganho.


Fúria guerreira: ingerindo poções com baixo teor de toxidade, o witcher entra em fúria se tornando poderoso, mais cada poção além da primeira pode ser fatal. O witcher pode ao gastar 2pms invocar uma fúria guerreira que aumenta sua F e R em +2, aumentando seus pvs também, temporariamente, mais cada poção além da primeira precisa de um teste de R com redutor cumulativo, -0 pra primeira -1 pra segunda e por ai vai, em caso de falha ele perde 1 pv a cada turno por 1d6 de turnos sofrendo o efeito do veneno.


Poderes a seguir são únicos, sendo possível comprar apenas 1 deles para refletir a disciplina que o personagem possui de sua guilda.


Doutrina do Lobo: Witchers da escola do lobo são rápidos e eficientes, matar o monstro antes que ele lhe mate é uma estrategia basica, mas se dominada pode se tornar uma verdadeira arte de letalidade, o golpe mais forte e mais rapido costuma ser daquele que fica vivo ao final do combate: Gastando 2 pms para atacar o personagem pode lançar ataques poderosos com a rolagem de 2d6 ao inves de 1, essa vantagem pode ser combinada com manobras de combate.


Doutrina da Serpente: O bote da serpente é diferente do ataque das grandes feras, ele é rápido e as vezes suave, nem sempre o adversário morre no ponto onde ele ocorreu mais ainda que fuja, ele já esta morto: Sabendo como abrir veias e criar ataques mortais, witchers da escola da serpente conseguem ao atingir seu adversário e pagar 5pms  causar dano igual a metade da sua força no inimigo, por sangramento, um numero de turnos igual a 1d6.


"As vezes chegar no monstro já é um desafio"


Doutrina do Gato: Assassinato, velocidade, subterfugio, são talentos comuns a escola do gato, visto por ai como loucos perigosos o ponto é que essa guilda de assassinos mutante não esconde que grande parte do seu treinamento visa matar homens, não somente monstros. Ao enfrentar humanos e semi humanos o witcher da escola do gato pode pagar 1 pm por ataque para dar um ataque perigoso, ou seja com chance de critico aumentado para 5 ou 6 cumulativa com qualquer vantagem que aumente a possibilidade de critico.


Doutrina do Urso: As vezes matar rápido um adversário não é possível então você não pode morrer ate ele morrer, embora resiliência não seja a melhor das estratégias muitas vezes ela é a única que se pode ter e nisso os Ursos são eficazes. Witchers da escola do urso aprendem a sobreviver, suas defesas são solidas e sua vontade não fica atrás, gastando 2pms o witcher da escola do Urso pode rolar defesas solidas com 2d6 ao invés de 1d6, essa vantagem pode ser combinada com manobras de combate.


Doutrina do Grifo: Magia é poder, embora as laminas possuam sua utilidade, magia é versátil e uma arma que dificilmente pode ser retirada do conjurador, sabendo disso os grifos voltam-se para esse aspecto: Witchers da escola do grifo podem ao gastar 1pm, conseguir um dos seguintes efeitos.

Custo reduzido: A magia ira custar metade dos PMs, arredondados para cima.

Efeito máximo: A magia será realizada com rolagem máxima nos dados automaticamente.

Magia Irresistível: o alvo sofre uma penalidade de -3 em seu teste de Resistencia contra a magia. Caso possua a vantagem de mesmo nome a penalidade é cumulativa. Esse poder pode ser usado por dia um numero de vezes igual ao da sua H.

domingo, 31 de janeiro de 2021

Uma Boa Revista

 Sangue Real


Uma ótima revista agora finalizada, sangue real vale a pena baixar para conferir, ótima arte e ótimo enredo.


Sangue Real


sábado, 30 de janeiro de 2021

Masmorra Bagunçada

 Armas Malditas


Armas amaldiçoadas são catalizadores de grandes historias, muitas vezes são o centro desses contos e em volta deles giram aspirações de muitos, desde a grande espada Gram do rei dos Volsungos que quebrou em sua mão quando Odin decidiu que ela e Sigmund eram uma combinação poderosa demais para o mundo, que partiu a bigorna ao meio durante sua reforja. Ate Anglachel a lamina negra que carregava o Odio de Eol e que nas mãos de Turin se tornou Gurthang.


Tais armas levam a ganancia, a morte e ao desespero aqueles que os usam, embora em muitos casos seja a única forma de conseguirem seus objetivos, grande é a natureza das armas amaldiçoadas e algumas vezes pouco tem haver com magia de maldição lançada pelos deuses ou por um mago com poder demais e tempo maior ainda, ódio de governantes pelo ferreiro, desprezo pelo material usado, fama de usuários menos habilidosos ou mesmo incapacidade de seres normais usarem tal arma podem fazer de um item, algo tido como amaldiçoado.


Uma Arma de Maligna Feitura


Muramasa Sengo era um ferreiro que viveu durante o período Muramachi que corresponde aproximadamente entre os séculos XIV e XVI. Em algumas das lendas envolvendo a figura de Muramasa ele é retratado como discípulo de Masamune embora isso seja historicamente impossível, a diferença de séculos entre os dois é grande, descrito como sendo completamente louco, propenso a episódios de violência e fúria, acreditava-se que as laminas do ferreiro carregavam seu ódio e transformam seus usuários em poderosas maquinas de matar guiadas pelo instinto e sede de sangue do ferreiro. Embora é possível que essas historia tenha se formado para justificar a lenda das espadas malditas, tidas como tal pela proibição de seu uso pelo Shogun, a má reputação em torno das laminas de Muramasa começou quando Tokugawa Leyasu , primeiro Shogun do período Edo, as proibiu devido a seu pai Matsudaira Hirotada e seu avô Matsudaira Kiyoyasu foram assassinados por laminas de Muramasa, tal coincidência deram origem a fama de amaldiçoada das laminas consequentemente a historia da sede de sangue surgiu depois.


Em Changeling um jogo de magia por excelência, uma arma não magica é a mais maldita de todas as armas, não sendo necessário ser feita de maneira magistral, só necessitando de material especial, ferro frio, tal material muitas vezes é confundido pelas pessoas que desconhecem a ideia, acreditando ser literalmente metal gelado. O ferro frio é ferro puro conseguido sem a necessidade de uma forja, tal coisa só é possível no espaço, onde o ferro de meteoritos não teve oxigênio para interagir com ele, tais metais na antiguidade eram vistos como materiais incríveis, quase encantados, capazes de magnetizar magia e espantar seres mágicos, em algumas sociedades o metal vindo do cosmos era chamado de adamante e muitos genuinamente nem acreditavam que era ferro, tão comum como qualquer outro conseguido em minas na terra mais que nunca fora oxidado exigindo pouco esforço para criações de laminas rígidas, leves e afiadas.


Armas Mau Feitas ou Sabotadas


Armas que estão sabotadas ou foram danificadas podem ser vistas como armas amaldiçoadas por pessoas sem informação ou por olhos crédulos, embora existam alguns exemplos pontuais nas lendas e literaturas, sendo a minha preferida, justamente Gram, que quebrou em combate devido a Odin desejar matar Sigmund, acho que o melhor exemplo e que muitos vão entender, talvez ate mesmo você que esta lendo o texto caiu nessa interpretação, é a icônica espada RedRusk que é vista como maldita por seu dano baixo e por as vezes emperrar na bainha não completando um ataque contudo a explicação mais simples e de menor esforço para a "maldição" da espada é justamente o fato de sua lamina ser coberta de ferrugem, gasta e enferrujada, a arma nem sequer é um bastão afiado, sendo apenas um bastão de metal enferrujado que nada pode cortar, o fato dela emperrar na bainha tão somente é consequência de sua ferrugem que impede a lamina de deslizar para fora de seu descanso.


Outro exemplo dessa vez de armas sabotadas, veio de um dos jogos que mis joguei, a marca do mimico de Enter The Gungeon, tal arma amaldiçoada possui dano normal, um pouco maior que armas iniciais apenas, contudo os tiros lançados pela arma bufam disparos dos inimigos, inimigos atingidos pela marca do mimico se tornam "malditos" criaturas malditas em enter the gungeon atacam com mais força e mais rapidamente, um artefato que de fato melhore os seus inimigos é um outro exemplo muito bom e bem fácil para um jogador o identificar como amaldiçoado.


Armas Que Nem Todos Podem Usar


Embora armas que apenas uns poucos escolhidos podem usar ou podem usar sem pagar o preço, embora algumas vezes possuam uma aura de dignidade e nobreza como é o caso da excalibur onde apenas o rei poderia usa-la , pode sob a apresentação certa se mostrar como uma arma maldita, pelo menos diante a interpretação. Como exemplo de tal, daria justamente um exemplo de uma arma sagrada, retornando a Castlevania, o clã Belmont, icônicos protagonistas da maioria dos games da serie carregam um poderoso chicote passado adiante pela família, o Vampire Killer, a arma se adapta ao seu usuário e responde ao Belmont que o empunha, ate quando não é um Belmont que o faz, ao ser tocado por alguém que não é da família a arma ainda se torna uma arma letal contra seres das trevas contudo ele consome o vigor e vitalidade do usuário não Belmont o levando a morte prematura, fácil ver como uma arma dos campeões do bem pode se mostrar maldita dessa forma matando os grandes heróis que a usam.


Espero que esses exemplos tenham dado alguma ideia a vocês de tornarem alguns itens, mais diferenciados, em seus rpgs e desafiarem seus jogadores de formas diversas.