quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Era dos Dragões

Eu sou antigo, tanto quanto esse reino que não existe mais. Minhas origens estão perdidas nas trevas do passado. Eu era o guerreiro. Era bom e justo. Cavalgava pela terra com a fúria de um deus benevolente, mas os anos de matança corroeram minha mente como o vento desgasta a pedra ate sobrar apenas areia. Toda misericórdia se esvaiu de mim, então eu morri como homem muito antes de perder a vida... muito antes disso eu já era um monstro.

Meus exércitos lutaram contra ameaças vis dessa terra, monstros que se escondiam nas trevas da noite impedindo o povo de viver naquelas terras, estabeleci minha torre num vale e tomei o controle da região em nome de um deus justo, mas sem exibir nenhum aspecto que lembrasse a graça e a justiça divinas. Eu convoquei minha família, distante dessas terras, e os retirei dos antigos tronos para residirem em meu novo feudo.

Eu encontrei entre meus domínios, entre tantas vilas que eu conseguia abarcar, alguém cujo o espirito brilhava mais do que todos os demais, a beleza rara que foi chamada de perfeição, jubilo, riqueza. Seu nome? Hoje seu nome me escapa, eu não lembro mais dele, contudo eu desejava que ela fosse minha. Amei-a profundamente. Amei-a por sua juventude, por sua alegria, por sua beleza sem par.

Ela me rejeitou. Claro, eu era para ela "o velho" era a unica alcunha que merecia, seu coração pertencia a outro, mais jovem, mais belo, eu o odiei por isso. As palavras dela para mim eram apenas "senhor" e em seu rosto eu via refletido a minha impotência, minha morte, eu deveria morrer tranquilo em minha casa, alguns diriam que era um presente para um guerreiro, que normalmente morre na violência da batalha, mais passei a odiar meu destino, meu destino que me afastou dela, que me fez passar os longos anos da minha juventude em matanças, meu ódio era intenso e eu fiz um pacto com alguém que me afastou da morte. Um pacto selado com o sangue do jovem a qual aquela bela amava.

Alem da morte, eu a procurei, encontrei-a soluçando nos jardins de sua casa, talvez pelo verme morto, ela fugiu de mim, não me deixou explicar, viu em meu rosto o que eu me tornei e a raiva cresceu em meu coração, ela precisava ser minha, precisava compreender o que fiz para estar com ela, mais a raiva havia me cegado e minha ultima lembrança era de minha espada a atravessando, para sempre longe de mim.

As flechas dos meus guardas atravessaram minha carne, mas eu não morri, "fera" e como me chamam, amaldiçoado, o sol me contraria e vira suas costas a mim, cada um que matei, com exceção dela, se tornou meu servo, não existem muitas coisas capazes de me ferir atualmente, mesmo magia pouco mais que me incomoda.

Agora eu busco a morte, em diversas ocasiões eu a procurei, quando sinto que a tenho em minhas mãos ela escapa, ela me insulta, mais ainda a busco.
                                                                                                                      - Teodor Cornell

O Senhor dos Lobisomens

Um homem de origem nobre Teodor Cornell passou grande parte de sua vida servindo a causas da bondade e justiça, mais notadamente como um guerreiro e líder de exércitos. No entanto os anos de serviço cobraram seu preço a ele, e na época em que ele atingiu meia idade Teodor começou a acreditar que tinha desperdiçado sua vida a toa.

"Teodor ainda humano"


Esse amargor sobre ele aumentou quando apos virar conde e assumir um grande território se apaixonou por uma mulher já comprometida, o amargor de não ser correspondido levou o conde a governar sua terra com mão firme e massacrando aqueles que desobedecessem suas leis.

Cheio de desespero e Ciume, com um ódio crescente pelo noivo de sua amada, ele procurou poderes mágicos dos seres corrompidos, um pacto de sangue foi feito pela vida eterna, e nesse momento de desespero ele trocou tudo que tinha pela vida e para conquistar sua amada.

No dia do casamento da jovem Teodor matou o noivo antes da cerimonia então tornou-se um monstro meio homem meio fera, o primeiro dos lobisomens, sua guarda antes leal, sabendo da mudança de seu senhor tentaram o matar, tudo inutilmente, nada parecia ser capaz de levar a morte ao antigo conte.

Seu castelo foi tomado pela nevoa por influencia dos magos com quem ele fez o pacto, cada homem e mulher que ele matou em sua noite de fúria desenfrenada, menos sua amada, se tornou uma abominação como ele, sedentos de violência.

Teodor atualmente possui um coração frio e intelectual, sua fúria como licantropo e comedida por sua experiencia como guerreiro, sua sede de matança ainda esta la mais é controlada, como um fogo gelado, o tempo não significa mais nada para ele, mais arrependido por sua maldição o senhor dos lobisomens procura uma morte no campo de batalha que o livre de tudo que sente.


F5 H6 R8 A7 PdF4

Vantagens/ Desvantagens: Ataque continuo, Ataque especial, Ataque múltiplo, Critico Automático, Sentidos especiais (faro, visão, audição aguçada), Tanque de carne, Sobrevivência. Furia, Monstruoso

Poderes únicos: Estando sempre transformado, mesmo que parcialmente, Teodor e extremamente assustador, seres com resistência abaixo de 3 fogem automaticamente ao ve-lo, enquanto em batalha ele pode assumir uma forma mais monstruosa, aumentando seu corpo e músculos se tornando mais inumano, concedendo a ele F e R+2

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