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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Especial de Halloween

Post pro halloween, um monstro asustador para vocês eheheh

Especial de Halloween




"Em briga de Saci todo chute é voadora"
A Perna Cabeluda

Entre as lendas urbanas mais curiosas do Nordeste está sem dúvida a da Perna Cabeluda, uma entidade sobrenatural que teria assombrado as ruas do Recife durante a década de 1970. Aparecendo onde menos se esperava (e por falar nisso, onde é que alguém esperaria que aparecesse?), esta criatura era o oposto-simétrico do Saci Pererê. Ou seja, era uma perna-sem-pessoa, em vez de uma pessoa-sem-perna. Surgia pulando (eu já ia dizer “pulando num pé só”)

A aparência da Perna Cabeluda rivaliza com a dos piores monstros materializados nos filmes americanos cheios de efeitos especiais. Segundo contam os que já tiveram o desprazer de conhecê-la pessoalmente, trata-se de uma perna, tão somente um membro humano inferior coberto de pelos asquerosos que parece ter vida própria e se desloca aos pulos. Com se a visão do seu aspecto perturbador não fosse o bastante para gelar qualquer coração, a Perna ainda costuma atingir as pessoas com poderosos chutes, golpes precisos que, na maioria das vezes, vão direto ao traseiro das vítimas.

O boato sobre esta horripilante entidade surgiu no Recife em meados da década de 70, no século passado. É um caso único em que a mídia influenciou o imaginário popular. Há quem diga tudo começou com uma notícia veiculada no jornal. O personagem surgiu quando um repórter disse para o outro que tinha passado a noite "sonhando com uma perna cabeluda debaixo da cama". O colega achou a história inspiradora e transformou o devaneio em reportagem - era uma solução para preencher as páginas do noticiário no tempo em que a Ditadura Militar determinava o que deveria ou não ser publicado.

Mas há também quem garanta que a famigerada Perna teria feito sua primeira aparição numa rádio AM. Um repórter de plantão na emergência do Hospital da Restauração viu chegar, de ambulância, um rapaz todo "estropiado" por ter levado uma surra. O repórter, então, perguntou ao coitado quem tinha sido o agressor. E a resposta foi: "num sei... só vi uma perna cabeluda me chutando!" (Nessas duas versões, omitimos propositalmente os nomes dos protagonistas para evitar mais controvérsia, pois cada um deles se diz o "pai"da Perna Cabeluda...)

Seja lá de onde apareceu, o fato que é que a Perna Cabeluda (ou "Cabiluda", como querem alguns) deixou ita gente de cabelo em pé, naquela época. Diziam que ela atacava preferencialmente à noite, em ruas estreitas e mal iluminadas da periferia. Contudo, também chegou a ser vista em lugares considerados cartões-postais da "Veneza Americana", como a Rua da Aurora, no centro da cidade. Ao que tudo indica, a assombração alimentava um ódio misógino pelas belas jovens que consumavam freqüentar conhecidos salões de dança, como o afamado Clube da Pás, no bairro de Campo Grande. Não foram poucas a mocinhas de vestido decotado que sofreram com as pernadas misteriosas, depois serem encurraladas num beco escuro qualquer. Todavia, a Perna não perdoava ninguém: trabalhadores voltando do serviço, senhoras idosas saindo da missa, etc. E muitas crianças acordavam com a cama molhada depois de terem pesadelos sobre a macabra assombração.

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Emboscada: a perna cabeluda ataca suas vitimas de surpresa com seu chutes, e depois deixa a sena do ataque. esta aparição so lança um ataque se tiver certeza que a vitima esta desprevinida.

Para Baixar

Especial de Halloween

Guia de terror

Acima um link para um guia de terror para ajudar os mestres a criarem aventuras especiais de halloween

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Trevas na Terra de Santa Cruz


Gigantes de Ferro

Matadores vindos do leste é como chamo os gigantes de ferro, criaturas poderosas usadas para a guerra na Europa, seu poder era tamanho que todos os buscaram mais a forma como usados fez toda a diferença nas guerras napoleônicas, sua forma inovadora de comandar os monstros de modo a superarem as trincheiras, avançando rapidamente pelos campos de batalha com tropas especializadas na retaguarda para cobrir as lacunas deixadas para traz ainda é discutida por entusiastas da estratégia militar, uma coalizão de cinco nações foram necessárias para derrubar um homem,  contudo vamos ao que interessa ou me perderei em divagações históricas.

Um gigante de ferro é um construto mekanico construído com a capacidade de raciocinar através de um núcleo Elemental, não possui alto poder cognitivo sendo apenas capaz de executar comandos simples e tomar decisões lógicas e básicas, mais que o suficiente para funções como  carregar cargas pesadas ou realizar algumas tarefas perigosas em especifico ou mesmo impossíveis para humanos.
Antes construídos unicamente para a guerra, os avanços de Napoleão encheram a Europa com gigantes de modo que o excedente de guerra foi monstruoso, ricos e ate alguns burgueses ascendentes conseguiram comprar e modificar muitos gigantes de modo que agora é comum encontra-los em duas versões, a de guerra e a de trabalho, sendo esses últimos muitas vezes gigantes que tiveram armas inutilizadas, embora alguns celeiros no velho mundo ainda guardem canhões capazes de derrubar muralhas apenas porque não são mais úteis enquanto o seu gigante puxa um arado ou carroça.

O núcleo dos gigantes cria sua inteligência através da captura de uma chama viva do plano Elemental do fogo, uma forma de vida não sapiente da dita dimensão, algo como um animal guardadas as devidas proporções, contudo a chama é insuficiente para energizar o corpo poderoso e complexo da maquina de guerra  de modo que ele se move com a ajuda de motores hidráulicos movidos a carvão.
O esqueleto do gigante, relativamente frágil pois suas articulações são muitas é um dos maiores feitos da engenharia do velho mundo, podendo assumir diversas formas, embora os povos eslavos tenham preferência por gigantes com padrões quadrúpedes por algum motivo os lusitanos apreciam a forma humanóide de suas maquinas de guerra.

Protegido por uma grande blindagem, o chassi do gigante de ferro é mais grosso frontalmente onde espera-se que ele receba o maior castigo sendo mais frágil na parte posterior existindo um local para seu controlador doravante chamado dragão devido a normalmente esse posto militar os usar, embora um gigante possa ser, controlado a distancia as táticas criadas por e usadas contra Napoleão colocavam os controladores nas costas de gigantes criados para isso de modo que os controladores podiam ver em primeira mão o que ocorria na batalha e podiam tomar decisões necessárias para vencer, gigantes melhor armados ou melhor blindados foram derrubados na Europa devido aos dragões de Napoleão usarem de sua pericia e atacarem conforme achavam mais eficaz no caos da batalha onde estavam inseridos onde no caso do outro o controlador muitas vezes mau tinha visão do seu próprio gigante caso algo como uma bomba explodisse.

Outras vantagens que um dragão tinha sobre o uso do gigante por outras doutrinas era que parte da logística era acelerada pelo controlador, caso o gigante ficasse sem munição, caixas de munição preparadas estavam ao alcance do dragão para serem acopladas no carregador do ombro ou cotovelo onde ficava a arma, as modificações feitas para que tudo isso fosse possível tornaram o gigante mais poderoso, melhor protegido para garantir a integridade do dragão, melhor armado uma vez que agora a arma poderia ser usada com sua eficiência total com uma mente humana sempre para tomar decisões e permitiu que divisões de gigantes lutassem longe das linhas aliadas caso necessário visto a grande mobilidade desses batalhões.

Sobre a mobilidade é bom incluir contudo, gigantes de ferro são antigos, embora um novo modelo tenha praticamente feito os restantes sumirem do mapa seu uso como um aríete nos campos de batalha é amplamente documentado contudo sua manutenção e logística é onerosa, água e carvão sendo repostos é apenas parte do problema visto que as vezes levar o gigante para o campo de batalha já seria o suficiente para ele perder toda a sua energia não sendo incomum eles serem transportados de trem ou rebocados  em carroças reforçadas o que no passado os impediu de serem usados pelos bandeirantes embora existissem em algumas capitanias mais ricas em pouca quantidade.

Os focalizadores, magos capazes de canalizar magia através de um conduite esterno são os melhores dragões possíveis, embora não seja regra é normal que os gigantes sejam guardados para esses magos.

A contra doutrina usada para vencer Napoleão ainda criou novas formas de se usar o gigante, novas válvulas de cobre e bronze para aproveitar melhor o movimento de pistão dos motores criaram novas forças e muitos desses novos gigantes, mais leves ou mais pesados, com armas próprias para derrubar em um disparo outro gigante mesmo a longas distancias ou armas feitas para destruir trincheiras e casamatas criaram feras projetadas tendo em vista a função final ao qual seriam utilizados de modo que a substituição de um membro, arma ou mesmo chassi mudaria drasticamente o uso do construto.

O chassi determina a força e a integridade estrutural do gigante como mencionado antes mais também sua agilidade e velocidade, chassis muitos pesados exigem motores e caldeiras maiores para alcançarem impulso satisfatório em batalha o que exige mais carvão de modo que os mais pesados são pouco vistos fora de quartéis e não foram muito comprados pelos burgueses do velho mundo.

Gigante de ferro

Um novo kit para construtos, o gigante de ferro é uma maquina de guerra poderosa como poucas.

Exigências: construto, H0,Inculto,bateria.

Chassi reforçado: O gigante de ferro possui uma armadura grossa e eficaz em deter ataques, sendo bem sucedido em um teste de A o gigante de ferro pode ignorar um ataque critico.

Blindado: Enquanto estiver com um controlador nas costas a armadura do gigante é somada a armadura do controlador no caso de ataques diretos ao controlador.

Queimar carvão: O gigante passa a consumir mais energia contudo seu desempenho na luta melhora. Com o gasto de 5 pms o gigante pode aumentar sua FA e sua FD em +2 durante um numero de rodadas iguais a R do gigante exigindo um novo consumo caso queira manter o bonus.

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Era dos Dragões


Mensagem da Guerra Elfica

A vitoria élfica no forte de Magneterion após uma semana de cerco não foi doce, a vingança élfica arde como uma fogueira no coração de cada guerreiro contudo nenhuma morte lhes traz paz, nenhum luta por paz contudo, seu ódio é tamanho que me pergunto se não é esse o motivo da única raça que não possui membros corrompidos ser a élfica, tão pesadamente irados contra os demônios que nenhum elfo que vive agora ou venha a viver conseguiria ver as forças de Morgul como um meio para conseguir um fim, independente da escuridão em seu coração, após a execução de Magneterion e seus capitães os guerreiros élficos cantaram uma macabra canção de vitoria que transcrevo agora, ao que parece ansiosos para a próxima batalha.

Marchamos sem parar
Marchamos para a vingança trazer
Dias e noites a lutar
A escuridão iremos conter

Guerra trazida para as profanas portas
Massacrar os nossos inimigos iremos
Sete dias e sete feras mortas
A ira a esse lugar trazemos

Dias passados enfrentamos os demônios
Fogo foi lançando em nosso povo trazido por ventos velozes
Alem dos ossos queimaram os nossos mortos
Sacrificado foi nosso rei a essas bestas atrozes

Nos elfos odiamos esse deserto maldito
Odiamos esses abissais
Odiamos o que nos tornamos pervertendo nosso propósito
Mais odiamos Morgul ainda mais

A ilha do senhor do escuro elevada está ao ar
Não existe ponte ou barco para seu acesso
Pode achar que da fúria dos homens seguro é seu lar
Não existe lugar longe demais para um elfo

“Cronista Anão Gregor O Ruivo Para a casa da Forja Negra”

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Trevas na Terra de Santa Cruz

Pesquisa Sobre Lobisomens

Meu braço esta melhorando, já voltei assim que minhas forças permitiram, chegar a fortaleza foi mais rápido do que eu esperava apesar dos meus ferimentos, o trabalho para inspecionar as armas dos gigantes é minucioso no entanto animador, contudo permitindo uma folga larga agora a noite, mesmo agora eu posso ouvir o lamento dos cães na cidade e fico pensando, existem outros como aquele que eu enfrentei por aqui? Possivelmente, sem que ninguém saibam eles correm pela noite assombrando os viajantes.



Na noite em que pelejei com a fera minha força e coragem foram suficiente para vencê-la contudo guerreiro algum conta apenas com isso e os que contam rapidamente são superados pelo preparo dos adversários, batalha requer conhecimento de si e do inimigo de tal forma que o resultado seja sempre voltado em nosso favor, assim faz o sábio e assim deveria ser para todos os aventureiros. Minhas pesquisas sobre a fera trombaram com muitas lendas populares e poucas informações concretas, um indicio que talvez não sejam tão numerosos o que eu creio pouco provável, visto as muitas formas como surgem as feras que chamam de lobisomem.

O nome é enganoso, embora tenha haver com a lenda do velho mundo de homens lobos, tais historias sobrevivem quase inalteradas no sul do pais, tal coisa não ocorre aqui na terra do sol, o lobisomem ataca em qualquer ponto, cidades ou zonas rurais, nada é um empecilho para sua presença, embora as historias de lobisomens sejam tão antigas quanto a própria historia do homem, evidenciado nos textos antigos da biblioteca real aqui em fortaleza, eles pouco falam sobre as assombrações que correm por nossas estradas que pouco tem haver com lobos, homens gigantes de pele muito amarelada, híbridos com animais como jumentos, porcos, cachorros e bois são os mais descritos pelas pessoas que sobreviveram  a ataques das criaturas, no sul se contam historias de pessoas que são amaldiçoadas por incesto ou pecados dos pais, uma linha de castigo divino, por aqui os monstros surgem de homens que para defender sua vida vão as ultimas conseqüências, pactos com as trevas que vagam pela terra ou com demônios, para resguardar a vida por mais alguns dias ou anos tirando a vida de outros seres humanos e se alimentando dela.


O fato do lobisomem por aqui ser um homem doente que mata para permanecer vivo é defendido por inúmeros viajantes, vaqueiros, cortadores de madeira e catadores que castanha com quem falei no caminho para fortaleza, onde homens amarelos e doentes se erguem de suas camas a noite, vestem suas roupas ao avesso ou dão nós nela se livrando das mesmas, espojam-se em locais onde o animal que irão se transformar espojou-se mais cedo e a transformação ocorre, o ritual completo é apenas semi conhecido, onde encontrei um livro obscuro que me foi vendido por um sujeito suspeito que sabia de minhas pesquisas a qual prefiro não relatar nesse texto que tem caráter apenas informativo e não um catalogo de magias negras.

Matar a fera não parece ser tão simples, embora meu enfrentamento tenha sido relativamente fácil visto que consegui o enfrentar sozinho, alguns contos falam que não existe cacete que lhe faça dano e bala que lhe rompa o couro, sendo que laminas curtas e duras possuiriam alguma mística que permitiria lhes cortar, contudo duvido dessa invulnerabilidade pois contos mais atuais onde outras feras foram mortas relatam o caçador vitorioso a partir de armas comuns ou disparos com balas benzidas.



O aspecto da transformação é sempre medonho, armas naturais das criaturas são melhoradas o tamanho é amplificado e as características humanas mantidas são fortalecidas, dependendo pouco do animal transformado mesmo a forma de um cachorro de rua se torna um monstro mortal, o aspecto demoníaco do lobisomem no nordeste é aumentado por suas predileções com presas, sempre as mais indefesas possíveis apesar do poder da fera, mulheres, velhos e crianças mesmo recém nascidos são as vitimas preferidas, sabendo de tais detalhes hoje me pergunto se monstros horríveis que me contaram em historias como “a cachorra magra” e “cabra dos chifres longos” não eram em verdade lobisomens.

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Trevas na Terra de Santa Cruz


O Lobisomem

Algum tempo se passou desde que escrevi em meu diário, em minha defesa não existia uma boa razão para tal, dias comuns, vida parada, contudo  recentemente havia recebido um pedido de um amigo querido, padre Alberto que vivia hoje em fortaleza, na época das missões Alberto era Quingu, um poderoso nativo mais bem jovem, convertido a fé dos colonizadores ele mau teve contato com as crenças de seu povo, como todo índio Quingu vivia muito mais que os colonizadores e seu povo, tendo já varias décadas mais entre os brancos que entre os índios, era bem visto pela igreja e aceito pelos fieis embora nunca passaria de padre, ate onde sei ele não se importaria com isso pois o paraíso é para os pequenos não? Estou divagando e haja disposição para divagar em seu próprio manuscrito sobre a viagem, o favor era inspecionar armas que vieram alem mar, matadores do leste, poderosos gigantes de metal trazidos para servir ao império de Santa Cruz, não sou um dragão muito menos um belicista reconhecido, mais estudo historia de todo o velho continente e conheço suas maquinas embora nunca tenha ido ate ele, isso e o fato que já vi gigantes de ferro em minha juventude, eram essenciais para enfrentar alguns índios e os bandeirantes que os tinham eram ricos e reconhecidos, ou bandidos da pior espécie, embora um não excluísse o outro.

Estava eu em Pernambuco quando recebi a mensagem do serviço junto ao pedido particular do meu amigo padre, embora não mais bandeirante gosto de viajar sozinho e sentir novamente o chão embaixo dos meus pés, a viagem da Serra Talhada ate Fortaleza não seria tão longa quanto às demais que eu costumava fazer, contudo perto de juazeiro onde estou escrevendo no meu diário nesse momento, em tempos passados os monstros assombravam toda a região, agora eles se afastam das cidades grandes que são poucas mais famosas, dando as antigas criaturas dessa terra uma conotação de lenda, aqui no nordeste do pais contudo essas lendas criam carne e mesmo perto das cidades elas fazem vitimas,  foi a três dias na cidade de San José de Belmont que ganhei cicatrizes para juntar as muitas que já possuo, onde enfrentei o lobisomem.


O encontro com tal fera me fez pesquisar melhor sobre ela para caso novo encontro surja e me deu grande animação, apesar das feridas contraídas esse braço velho ainda possui força para ir contra os monstros dessa terra. Em San José eu fui preso pelos policiais locais enquanto andava pelas trilhas ao cair da noite, não pretendia eu parar na cidade, contudo aqui estamos, o infeliz acontecimento se devia ao fato de haver algo atacando e perseguindo as mulheres da região e então um estrangeiro, mestiço e armado surge como que mandado pelos demônios da mata para servir de bode expiatório, perfeito demais, um desequilibrado , um tarado, um doido varrido destes que andam pelas madrugadas juntando terra de cemitério, sobre isso conto numa outra oportunidade, mesmo porque as vitimas ate agora foram apenas mulheres, uma fera com desejo de sangue não seria seletivo assim.

De nada adiantava falar para os policiais meu serviço? Minha possição como estudioso? Eu era apenas um caboclo idiota como todos os outros, um dia passei na cadeia, muito cedo desisti de explicar ao grupo de mazombos meu caso, não iriam ouvir apenas ignorar, um deles contudo me parecia ser razoável, cabo Pereira, que diferente do delegado chamado Serafim, me contou e acreditava na historia de lobisomem que lhes apresentei, contudo acreditava o cabo que era eu o monstro, pereira, um homem simples mais de bons instintos ao me olhar sabia que eu não era um idiota louco, que eu já tinha matado homens, que eu já tinha visto homens morrerem, por vezes me pergunto se isso é reflexo da magia que nasce no sangue dos colonizadores ou se é de fato um instinto ou intuição, infelizmente nunca fui amigo próximo de algum mago para conseguir descobrir, talvez no futuro.

Era o cair da noite e apenas dois dos quatro soldados daquele pequeno quartel ficaram para me vigiar, o delegado Serafim ate achou que seria demais visto que eu tinha me mostrado bem comportado, já havia sido derrotado, então uma senhora chamada Nina vinha exasperada, o lobisomem havia sido avistado por ela na encruzilhada do sitio do Sabiá, imaginando ser inútil contudo eu precisava falar, me apresentei como voluntario ao cabo Pereira, que eu lutaria contra o monstro ali, o cabo para minha surpresa me ouviu contudo não me devolveu meu revolver, apenas meu machado foi devolvido, e andamos ate o sitio, caminhada noturna assustadora, mesmo eu sentia receio sem minhas armas, os homens atrás de mim ainda que armados estavam a beira de entregarem-se, não eram guerreiros nunca mataram, nunca puseram sua vida em risco, quando parei todos ao ouvir muitos latidos vindo do mesmo local eles pararam apontando as armas para todos os lados, longos foram os segundos enquanto eu tentava adivinhar de onde vinha o som e Pereira me disse – Vamos, são os cachorros do sitio – contudo eu o corrigi – Não são cachorros – e de fato não o eram, apertei o passo ate sentir o cheiro de carniça muito forte no ar, terra maldita, a morte fica impressa em locais de matança e quando o mal se manifesta ela ressurge como um lembrete de que essa terra possui grande riqueza mais os perigos são igualmente altos.

Os soldados estavam em pânico ao verem na encruzilhada perto do sitio o corpo de um dos jagunços eviscerado. Como que saído das próprias sombras um enorme animal me atacou, um tipo de cão com um corpo parcialmente primata e felino, suas garras arranharam meu estomago e seus dentes cravam-se fundo no meu braço, para minha sorte ou azar, os homens atiraram e não houve disparo, as armas haviam falhado, sozinho eu ergui o machado e cravei ele com força no pescoço da fera enquanto empurrava-o contra o chão ao me jogar sobre ele, meu peso e força subjugou a do monstro e eu empurrava meu braço contra sua  mandíbula enquanto sentia as garras dele rasgando minha carne, um barulho de esgar e um som de osso quebrando indicou a mandíbula da criatura se soltando mesmo que o custo disso tenha sido meu braço ter ficado quase em tiras e com a mão livre alarguei o corte do machado no pescoço da fera alem de lhe dar algumas machadadas no peito, não me recordo quantas, a fera me lançou para traz e correu, embora seus ferimentos fossem letais o monstro guiado por vigor sobrenatural correu mais do que qualquer um de nos pudesse o acompanhar, fui arrastado de volta a delegacia onde recebi cuidados espartanos, contudo fiquei aliviado de saber que não me deixariam morrer, e em revista as armas do local descobriram que todas inclusive meu revolver tiveram os gatilhos martelados, sabotagem, o caso se resolveu sozinho quando um dos moradores locais veio desesperado pela manha relatar um assassinato, o corpo do delegado Serafim apareceu destroçado e com o queixo quebrado.

sábado, 13 de julho de 2019

O Mestre da Masmorra


Para comemorar esse dia do rock, trago novas magias com temática musical, espero que gostem que o rock dure ate o final dos tempos.

Storm Rider
Escola: Elemental (ar)
Exigências: Artes
Alcance: Longo
Custo: 15 pms
Invocar a fúria da tempestade sobre o campo de batalha para trazer destruição é a marca dos bardos do metal, os raios se curvam a sua vontade e caem ao ritmo de suas musicas. Ao tocar esses acordes os relâmpagos iram sair das nuvens em direção aos inimigos do bardo, os atingido em cheio com um dano de 2d6+H ignorando a armadura dos alvos.

Call of Damned
Escola: Negra
Exigências: Artes
Alcance: Longo
Custo: 20 Pms
Com a voz e toques que carregam a benção de deuses negros e conhecimento necromantico, o bardo do metal comanda as almas que morreram ao seu redor para se erguerem e servirem-no, os mortos invocados por essa magia permanecem no mundo ate que o seu alvo seja eliminado ou o bardo pare de tocar (enquanto a magia estiver ativa o bardo não pode lançar outras), o exercito dos mortos funciona como um aliado exercito com 20 pontos tendo escala sugoi ou superior se apropriada (espíritos de heróis ou de poderosos soldados).


Ice Edge
Escola: Elemental (água)
Exigências: artes
Alcance: Longo
Custo: 5 pms
O ar se condensa e se congela quando essas notas são tocadas, procurando pelas armas de destruição dos aliados do bardo, e dele próprio, essa musica as abençoa com o frio que cortava a pele de gigantes na antiguidade, as armas afetadas por Ice Edge recebem um dano de frio adcional, inimigos feridos pelas armas geladas de ice edge precisam fazer um teste de R por golpe que receberam, cada falha faz seus corpos congelarem cada vez mais tornando difícil se mover, impondo um redutor de H-1.

From Valhalla
Escola: Branca
Exigências: Artes
Custo: 30 pms
Alcance: Longo
As portas do reino dos mortos se abrem diante dessa musica, um aliado caído em batalha  se assim ele desejar pode retornar para lutar novamente, quando o bardo toca esses acordes em honra a coragem e a batalha os deuses da guerra se comovem e abrem mão do grande guerreiro que receberam em seus reinos, a própria morte aceita essas notas como uma oferenda e quando o poder sagrado inunda o campo de batalha o bravo derrotado se  ergue novamente, pelo custo de 30 pms o bardo pode reviver um aliado que tenha morrido em batalha, mais para funcionar a magia deve ser feita durante a mesma batalha, o bardo não precisa tocar o corpo apenas estar num campo onde a musica possa chegar ate o aliado caído.