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segunda-feira, 24 de março de 2025

Masmorra Bagunçada

 Warhammer 40k: Slaanesh


Que slaanesh é o deus dos excessos, festas, artes e prazer todos sabem, mas o texto é sobre o senhor dos sussurros além do meme "macaco ativa neurônio".

Slaanesh e suas forças aparecem em muitos momentos como uma mistura de homem gigante que se acha lindo e muitas vezes não é, e "tetas do terror", o deus do caos mais recente nascido do excesso e devassidão a níveis artísticos do império Aeldari é muito mais do que apenas parece, se não fosse a obviedade que iria dar merda já que os Aeldari tinham tanto poder que estavam criando deuses do imaterial já a algum tempo, e a descoberta subsequente que criar um deus é como ter um filho, se planejado e esperado é uma maravilha se vindo de surpresa é um terror, slaanesh seria uma divindade da vida não fosse a turbulência de sua concepção em orgias de sangue e fornicação que fariam os cenobitas parecerem amadores.

Apenas uma palavra
pode lhe encher de coragem
ou transformar
seu maior sonho em
um pesadelo


Isso ja exemplifica o que diferencia o príncipe dos prazeres do que apenas outra divindade, maligna ou não, ligada a prazeres da carne, muito mais do que um padroeiro das prostitutas slaanesh é um ser de sensações, de muitas sensações, só lembrar que space marines não são sexualmente ativos e são doutrinados a não ver nada além de dever, como slaanesh consegue afeta-los? e porque ogryns são tão resistentes a essa corrupção? A resposta das duas perguntas é "sensações" como dito mais acima se os Aeldari não fossem um bando de lunáticos, viciados e sexualmente hiper estimulados slaanesh seria um deus da vida, mas o warp é corrompido pelo caos e ele se apresenta como um parasita que devora estímulos, historias, sensações e sentimentos, que refestela nas migalhas de amor, ódio, morte, guerra, alegrias, lamentos e todas as emoções que geram transcendência, arte, peças, livros, filmes e varias outras obras que atravessam o mar do tempo.

Na maior parte do tempo poderíamos representar Slaanesh e suas forças como seres de depravação espiritual que exigem atenção, dos quais é impossível ser indiferente, um guerreiro embrutecido poderia passar ao lado de um massacre feito por khornatas e não ligar para os corpos mutilados, ele já viu muito disso em toda sua vida, o grupo que veio com chamas e preces destruir corpos de mortos quase que liquefeitos pela praga de Nurgle poderiam apenas queima-los por também já estarem insensíveis, são mortos apenas e também já viram coisas assim. Tal coisa não existe entre as obras daquela que tem sede, cidades esvaziadas de sua população dançando em uma valsa profana no centro da cidade, já semi mortos, conscientes o suficiente apenas para sentir dor e controlados por daemonetes que como titereiras os manipulam do alto a partir de seus tendões estendidos de seus corpos feridos pela dança e pelas humilhações com cada choro, grito e dor sendo oferecidos ao senhor dos sussurros seria um ritual criado em honra a Slaanesh, ainda que só arranquem asco, ódio ou choque de expectadores Slaanesh nunca é ignorado. Contudo sexo não apenas vende como chama atenção e é fácil de retratar por isso acaba sendo a coisa que mais lembra Slaanesh e que mais mostram como ligada a ele.

Mais do que os demônios de nurgle os seres do caos ligados a Slaanesh se apresentam como artistas fracassados completamente deprimidos pois não possuem a inspiração para a arte que tanto apreciam e isso eles só podem pegar dos mortais e como musas malignas sussurram para artistas que criam suas maiores obras embora distorcidas e cada vez mais medonhas e terríveis ate o ponto onde o artista também se quebra e essa musa negra liberta a casca vazia que uma vez foi um homem que agora só pode chorar por ter sido abandonado por sua inspiração que agora foi esvaziada, sem as daemonetes ele se vê perdido e sem forças, pateticamente amando sua musa que o desprezou ele condena sua alma ao inferno com um sorriso no rosto.

Os demônios de Slaanesh, da menor Daemonete ao maior Guardião dos Segredos usam armas inefáveis como admiração e encorajamento com uma crueldade infinitamente maior que um demônio de khorne usaria uma espada, a figura de um desses seres como uma sereia dos tempos antigos atraindo os homens para a morte, sussurrando segredos e mistérios seria o suficiente para levar o mais controlado dos homens a loucura, não fosse conceitos como a armadura do desprezo e outras armas teológicas Slaanesh poderia tomar a maioria dos homens ao menor sussurro.

Slaanesh dos Memes 
Vindo atrapalhar minha vida

Isso mesmo, Slaanesh é a corrupção da beleza, a degradação do que nos faz ser humanos a destruição da beleza das historias, das artes e da própria realização e desejo por transcendência, um monstro que perverte termos gentis como amor e carinho, por isso reduzi-lo a tetas é um desserviço.

Os cultos do sangue de khorne nascem nos quarteis e nas companhias de guerreiros e homens de armas, em seus rituais de honra e na valorização do marcial, cultos a Tzeentch nascem nas torres da academia, de homens que perdem suas vidas com a cabeça baixa em livros esperando descobrir um mistério do universo, ou dois talvez. Já Slaanesh é dos loucos que morrem nas estradas, dos desgraçados e degradados que amaldiçoam o dia que nasce porque vão repetir a mesma rotina odiosa, antes de você criar seu centésimo culto do prazer entre nobres pense nisso, Slaanesh é a rainha dos loucos, dos errantes, dos detentos e dos perdidos, muito mais do que dos nobres ela é daqueles que não tem mais nada, enquanto houver aqueles que tem fome, que tem sede e que desejam com vigor o que os outros tem tanto e ele não tem nada ao senhor dos banquetes nunca faltará adoradores e é desses desgraçados que mais nascem cultos do prazer.

quarta-feira, 5 de março de 2025

Adaptação

 Trench Crusade

Trench crusade é um cenário novo, pouco desenvolvido ate pelo motivo de ser um cenário muito jovem, com algumas bizarrices citadas como a ordem clandestina de cavaleiros, os Iscariotes, uma vez que a ordem com o nome do traidor de cristo foi citada duvido que ela permaneça sem desenvolvimento, contudo uma vez que ideias fazem o rpg e não teria razões para eu não fazer uma pequena criação como quem faz um capitulo de space marines pessoal, resolvi falar um pouco das minhas ideias para essa ordem, com vocês minha versão dos Iscariotes, espero que gostem

Ordem de Cavalaria Os Iscariotes

O senhor da ordem andava em frente a dezenas de outros monges guerreiros como ele, sua ordem não reconhecida que beirava a heresia era tolerada pelas forças quase intermináveis da igreja por seu zelo sem comparação, cem homens marchariam hoje em direção a morte e ainda assim nenhum deles derramava uma única lagrima, ao contrario seus corações estavam cheios de alegria, pois avançando contra os portões do inferno eles provariam ser dignos do Paraíso.

O Senhor da ordem gritava a seus irmãos de armas.

- Irmãos, foi nos dado um proposito conjunto

- O de evitar que o mundo pereça em caos

- De modo que agora vos pergunto irmãos quem sois?

O grupo de homens armados com velhas armaduras e portando armas abençoadas com sigilos e cruzes gritava em uníssono.

- Posto que somos os Iscariotes a legião de Judas Iscariotes

O líder da ordem caminhando em frente aos irmãos continuava a falar

- Agora pergunto a vós, ó, Iscariotes, o que tendes em vossa mão esquerda

A ordem urrava

- Temos o punhal temos o veneno da ira de Deus

O lider da ordem continuava o urro zeloso

- Então, pergunto a vós, ó, Iscariotes, o que apertam contra sua mão direita?

Uma centena de armas sendo municiadas precedia antes da resposta da centena de homens

- São trinta moedas de prata, são cordas de linho

Enquanto o líder da ordem se virava para frente, a longe um grande bando de guerra já os esperava, o barulho dos cães era audível enquanto as forças do destruidor avançavam sobre a terra devastada, a voz do líder se elevava mais uma vez.

- Quem são vós, ó, Iscariotes

E o líder junto a centena de homens colocavam os escudos a postos em uma formação de batalha e começavam a avançar em direção ao inimigo enquanto entoavam a sua sinistra ladainha.

- Somos Apóstolos ainda que não sejamos apóstolos, Somos discípulos ainda que não sejamos discípulos, somos fieis ainda que não sejamos fieis, somos traidores ainda que não sejamos traidores, somos a morte, prostramo-nos diante de nosso Deus e obliteraremos seus inimigos, somos aqueles que singram punhais por noites sem lua, somos os que temperam o próprio jantar com veneno, por nossos pecados lançaremos as moedas de prata ao templo e nos enforcaremos com as cordas de linho, seguiremos juntos rumo as profundezas do inferno esperando batalhar contra os demônios que servem a corte infernal, vinde a nós ó apocalipse.

Ordens de Cavalaria

Logo após a suprema heresia os príncipes da Europa e a igreja enfrentou um terrível dilema pois nunca antes as forças da cristandade precisaram tanto de seus maiores guerreiros, infelizmente a suma heresia veio justamente de dentro dessas ordens, como confiar nos cavaleiros novamente, já que eles se provaram ser tão facilmente corrompidos? O conselho dos santos apresentou uma solução, aquele que se juntasse a uma das ordens dos monges guerreiros pro vontade própria estaria condenado ao inferno com apenas uma exceção, se morresse em batalha contra as forças do inferno, de qualquer outra forma os ritos finais lhe seriam negados e ate mesmo covas individuais lhes seria negado, após passar pelos quatro ritos que reforçam seus vínculos com o sagrado , com seu juramento e melhoram seus corpos teoricamente tornando qualquer forma de desvio impossível, um novo cavaleiro esta pronto.

Mas isso é valido apenas para as ordens sancionadas e ajudadas a serem mantidas pelas forças do cristianismo, existe um sem numero de ordens renegadas que são ignoradas ou toleradas pela igreja por pegarem em armas contra os demônios, não praticam os grandes ritos e não possuem os juramentos da cavalaria tendo seus próprios juramentos e ritos, tais homens não alcançam a grande força que um cavaleiro verdadeiro possui mais ainda são uma força bem vinda no desesperador combate contra o inferno, dentre essas ordens existe o controverso monastério de Judas Iscariotes, sua existência, ritos e praticas beirando a heresia a ordem alega seguir os métodos de Judas Iscariotes seu patrono, conseguindo recrutas dentre órfãos que surgem nas terras queimadas, de crianças resgatadas de bandos de guerra destruídos ou de qualquer outro jovem que de outra forma seriam usados nas legiões hereges.

Os jovens "resgatados" pela ordem dos Iscariotes passam por pesado treinamento mental e físico, anos de pesada lavagem cerebral e condicionamento, a grande maioria chega a idade adulta com imensa vergonha do local de onde vieram, com tristeza e raiva do destino que lhe reservou a condenação pois nasceu em um local corrompido de pessoas com almas manchadas, com a única maneira de se salvar sendo dar suas vidas em troca daqueles que não foram condenados, daqueles que vivem vidas dignas, se o inferno os deseja então eles iram lutar contra e arrancar das mãos do destino sua salvação enquanto sangram as legiões hereges que antes o destino os faria ingressar.

Especializados em lutar a media distancia em formação chamar esse grupo de cavaleiros é apenas por força do habito, em suas batalhas eles focam em formações defensivas, lutando com força e vigor desgastando inimigos enquanto mantem escudos pesados e vastos erguidos, devolvendo ataques usando aço ou chumbo, a experiência levou a ordem a desenvolver técnicas que fazem seus números renderem muito, os que os viram lutar dizem que a formação padrão de cem homens vale por mil tamanha é sua disciplina.

Novo Kit: Cavaleiro Iscariotes

Exigências: A1, F ou PDF1

O que acontece quando homens mortos
estão lutando? será que o inferno também
tem medo daqueles que não tem nada a perder?

Falange: Capazes de lutar junto aos seus, os Iscariotes são um exemplo de batalha em formação, uma vez que estiver ao lado de outros com a vantagem Falante podem usar as vantagens do aliado como se fossem suas, se movimentando igual e realizando no mínimo um numero de ataques igual a metade da formação, mínimo de dois ataque máximo de cinco.

Parede de escudos: Peritos em luta defensiva, enquanto um desses cavaleiros esta do lado do outro se tornam uma muralha, ao lutar do lado de outro parceiro com a vantagem parede de escudos você pode somar sua armadura a dele para a FD ao custo de 2 pms.

Coragem total: Os cavaleiros da ordem dos Iscariotes, seja pelo condicionamento mental ou por bênçãos reais não recuam diante do mais aterrador, sendo totalmente imunes a efeitos de medo.

Ate o fim: Por determinação ou loucura, mesmo com terríveis ferimentos os Iscariotes continuam lutando ate muito depois que homens normais teriam caído devido a ferimentos. Durante o combate caso você seja reduzido a zero pontos de vida pode trocar todos os seus pms por um numero igual de pvs para continuar lutando, contudo ao final do combate precisa fazer um teste de morte normalmente tendo os pvs zerados novamente.

Inquebrável: Seu treinamento insano deixou sua mente tão forte que são poucos os rigores capazes de te abalar, em questão de regras você é imune a magias da escola espirito e para resistir a privações de qualquer tipo sua R é considerada 2 pontos maior.

terça-feira, 4 de março de 2025

Texto da Meia Noite

 Aqui há Dragões

Aqui sempre Haverá Dragões

Em Baki, o lutador, há uma citação famosa que diz: "Se alguém nasce homem, pelo menos uma vez na vida, ele sonhará em se tornar o homem mais forte do mundo." E em um episodio ele diz a sua namorada, completando esse raciocínio que por diversas razões esse sonho morre em todos menos alguns que continuam perseguindo essa ilusão, essa ideia de ser o mais forte do mundo, esses seriam os lutadores.

Bom eu tenho minha própria ideia particular sobre algo parecido, historias são tão importantes para o homem, nos ensinam tanto e tão mais do que lições que muitas vezes gosto de dizer que o homo sapiens é uma espécie da pré-história antes da cultura nascer, uma vez que essa característica nasceu, nos tornamos homo ludens como Johan Huizinga falou uma vez, fazemos poesia e musica, fazemos imagens da realidade que são maiores que a realidade em muitos aspectos porque a realidade é insuficiente para nós, somos aqueles que sonham com o belo e o impossível e se você nasceu humano alguma vez você acreditou em dragões.

As historias significavam mais para você em algum momento, em algum momento no passado você quase que podia ver dragões porque todo ser humano é assim, embora por diversas razões, pessoas que tolhem nossos sonhos, realidade amarga, bater a cara com tanta força contra o mundo real que é melhor deixar de pensar nisso e focar a energia no que vai funcionar e então você se torna fechado aos sonhos, a fantasia, ou talvez ate pior, nem suporte mais ver, muitas pessoas destoam de grandes obras porque elas são irreais demais, porque elas são fantásticas demais, porque nada daquilo poderia existir de verdade, porque nelas há dragões.

Mas alguns poucos de nós não deixam o sonho acabar, escrevemos sobre, desenhamos eles e ate cantamos sobre a fantasia, mesmo com alguns reclamando, fazemos para deixar o mundo um pouco mais bonito, mais leve, para lembrar aqueles que não são amargos, que só estão cansados do mundo que eles também já acreditaram em dragões, não somos burros, algum leniente ate poderia achar que é o texto de um louco e talvez ate seja, mais de um louco bem são e pouco adaptado a sociedade que temos, sei que a fantasia não faz parte da realidade mas não quer dizer que ela não existe.

A fantasia existe em nossos sonhos, nossos textos, nossa musica e em nossas aspirações, ela é o mundo para onde eu e muitos outros anseiam fugir quando nos sentimos muito presos pelo mundo moderno, pois mesmo brilhante e linda ou obscura e sinistra a fantasia ainda é para nós a fuga da prisão que é o mundo real, do emprego banal, da rotina esmagadora, das horas de descanso que parecem correr contra as horas de trabalho que se arrastam.

Então em minha mente, meus textos, meus sonhos e nesse blog sempre haverá dragões, e espero que ate o dia de minha morte eu possa dizer que aqui há dragões.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Adaptação

 A Igreja da Metamorfose

A Grande Porta de Bronze

É sabido entre os condenados que o inferno existia antes da queda dos grandes anjos dourados que afundaram em desgraça no abismo, antes uma terra composta por terrenos de carne cancerosa repleto de segredos e seres estranhos, uma das poucas estruturas que existe no inferno desde aquela época é a grande porta de bronze fechada em uma construção abandonada entre as montanhas invertidas do abismo, contudo por traz daquela porta se ouvem sussurros, e os condenados ouviram os sussurros do que quer que exista atrás da porta, ouvindo suas promessas de força, de apoteose, de transformação...

Na primeira fase do rito de metamorfose
o couro do cranio é retirado
e um buraco é aberto
para facilitar o acesso do agente modificador


Numa das primeiras investidas do Graal negro quando o mosteiro de São Vindictus caiu e os mortos resultantes dessa conquista partiram para reforçar o cerco contra Nova Antioquia, as forças dos caídos não imaginavam que antigos condenados viriam ao mosteiro levando em um altar uma grande porta de bronze, se é a mesma esquecida dentro do abismo não se tem certeza, mais a partir daquela porta o mosteiro infectado foi tomado por carne, dentes e secreções, não demorou para ser descaído a novas forças e agora cânticos voltavam a ecoar pelas paredes do antigo monastério mas agora para deuses obscuros do inferno.

A Mudança

Os condenados dedicados ao culto da metamorfose passam por torturas terríveis em sua prometida apoteose que ate hoje desde que a porta foi descoberta não aconteceu totalmente, nenhum condenado chegou ao nível de poder de um monarca do inferno, de um príncipe de Dis e muito menos de Deus, mas embora não consigam alcançar os anjos, eles já conseguem tocar a parcialmente a divindade, o processo é doloroso e demorado, ninguém tem certeza de quanto tempo demora mesmo os praticantes pois sua mente vai se tornando menos humana a medida que o processo continua e o tempo deixa de ser importante.

Pupa, a metamorfose começou

O couro cabeludo de um voluntario é esfolado e seu crânio é aberto para que o vetor da metamorfose seja acessado, a partir dai a pele do condenado começa a endurecer e esticar como uma pupa e dessa forma que é escondida pelos outros que já passaram pela transformação monstros inumanos se erguem, não se sabe se a casta, talvez seja a melhor forma de se referir, reflete alguma característica do condenado mais alguns renascem menores e outros maiores, uma vez renascidos eles esquecem as promessas de apoteose e passam a servir a entidade atrás da porta como formigas obedecendo a uma rainha, e como num formigueiro eles tem servos menores e tem soldados.

Serafim Pupal
em busca da Apoteose
 
Depois de séculos de metamorfoses finalmente surgiu algo, o primeiro serafim pupal, ate hoje mesmo em pelo menos 800 anos de tentativas existem menos de 10 desses monstros que demonstram uma enorme sabedoria, uma grande força capaz de se opor aos grandes pretores. As forças do inferno ou negociam com eles ou os ignoram, algumas vezes compram o uso de seus soldados e algumas vezes os enfrentam, é notório o quanto os pretores e demônios zombam dessas criaturas quitinosas, os reduzindo a esfoladores e a adoradores de um monstro que apenas sussurra atrás de uma porta mas por traz dessa zombaria existe um receio, um receio que cresce a medida que os anos avançam pois os condenados conseguiram uma força antes impossível para qualquer um deles e isso faz os grandes príncipes de Dis pensarem, que tipo de coisa se esconde atrás da porta de bronze.

domingo, 23 de fevereiro de 2025

Adaptação

 A Brigada Vermelha

A Brigada Vermelha é composta por voluntários que perderam alguém próximo a eles nas batalhas da Grande Guerra. A unidade foi fundada por St. Ernest, o único sobrevivente da segunda batalha de Acre onde perdeu seu irmão Guilherme para as forças do heresiarca Berenguer.

Historia
Emblema da Brigada Vermelha


Diz-se que quando seu irmão caiu em combate, Ernesto vestiu o capacete manchado de sangue de Guilherme e voltou à briga para matar hereges até que não houvesse mais nada para matar. Quando o silêncio finalmente caiu sobre o campo de batalha, Ernest foi o único sobrevivente de ambos os lados. Vendo isso como um milagre ordenado pelo Todo-Poderoso, ele reuniu o resto da armadura ensanguentada de seu irmão e voltou para o Principado de Nova Antioquia. Lá ele começou a recrutar voluntários para sua vingança. Como um orador talentoso movido pela angústia de sua perda, Ernest logo reuniu seguidores de muitos soldados enlutados como ele. Assim, a primeira Brigada Vermelha foi formada e Ernst liderou seu bando de guerra não oficial para a Terra de Ninguém em uma caçada aos hereges, por meio de emboscadas e ataques profundos às vulneráveis linhas de abastecimento inimigas. Seus guerreiros encharcados de sangue logo começaram a se parecer com seu líder na aparência, o que rendeu à unidade seu nome. Sua habilidade e astúcia no campo de batalha chamaram a atenção do trono de Nova Antioquia e a Brigada Vermelha foi reconhecida como uma unidade oficial das forças armadas ducais.

Desde então, a Brigada Vermelha tem sido usada como força pessoal de operações especiais pelo duque de Nova Antioquia. Esses soldados motivados realizam as missões mais perigosas, onde baixas insustentáveis impossibilitariam o uso das unidades regulares. Para se juntar à Brigada Vermelha um soldado tem que se voluntariar, trazendo para o oficial de recrutamento um pedaço de kit manchado pelo sangue de camaradas caídos como prova de seu direito de servir como um 'Juramento de Sangue', como os soldados da Brigada são conhecidos.

Como uma unidade sob o comando direto do Duque, a Brigada Vermelha recebe muitos privilégios enquanto guarnecida dentro da cidade, além de armas e provisões dos armazéns da cidade. Seus quartéis estão localizados no palácio ducal e, antes que a Brigada Vermelha parta para uma missão, eles jantam à mesa do duque e de seus oficiais mais próximos, em um banquete luxuoso conhecido como o Festim dos Mortos.

Devido à sua propensão para caçar alvos de alto valor, a Brigada Vermelha é abastecida com cães de guerra dos canis do Duque. Essas feras leais dão consolo e companheirismo aos soldados e foram treinadas para fornecer granadas aos soldados no calor da batalha enquanto a Brigada Vermelha se esforça para tomar pontos fortes e trincheiras inimigas fortemente defendidas. Malinois, wolfhounds e mastins são especialmente populares e muito amados pelos soldados da unidade.
É doce e apropriado 
morrer por Deus



No campo de batalha, a Brigada opera bem atrás das linhas inimigas e assume missões como cortar linhas de abastecimento, ataques destinados a eliminar Comandantes Hereges maiores e ataques surpresa a formações de elite em marcha. Eles até operam nas partes da Terra de Ninguém reivindicadas pelo Sultanato de Ferro, para grande desgosto do Sublime Portão A Brigada até atacou os domínios de Belzebu ao redor da cidade amaldiçoada de Ecrom. Eles vivem da guerra não buscando novos patronos nobres e confiando apenas em Deus e no duque.

A Brigada Vermelha é uma unidade sombria e silenciosa, assombrada por suas perdas e longas patrulhas em território inimigo. Muitas vezes ansiando por se reunir com seus entes perdidos eles estão dispostos a aceitar missões onde a morte é quase certa. Essa atitude autodestrutiva irrita muitos membros do clero, que não toleram a existência da unidade, pois o suicídio é um pecado mortal. No entanto, a Brigada provou ser tão útil para o Duque que as tropas blindadas vermelhas têm prestado serviço contínuo por décadas.

Após cada briga, é tarefa do Intendente da Brigada reunir as armas e armaduras vermelhas dos caídos e redistribuí-las para que os novos recrutas tenham uma ligação real e tangível com os caídos. Mas quando confrontado com uma batalha em que o comandante da Brigada vê que não há esperança de sobrevivência, é costume despachar um de seus soldados de volta a Nova Antioquia para notificar o duque sobre o fim da unidade. Este mensageiro é escolhido por sorteio e o soldado selecionado leva as placas de identificação de toda a unidade de volta ao Lar de Todas as suas Esperanças, para serem penduradas nas paredes da Capela da Memória, e lá se juntar aos milhares que deram suas vidas pela Brigada antes.

O último membro da Brigada então pede uma audiência pessoal com o duque ou duquesa governante. A saudação tradicional em tais circunstâncias pelo sobrevivente é a seguinte: "A Brigada Vermelha caiu", ao que o governante de Nova Antioquia responde solenemente: "E a Brigada Vermelha se levantará novamente".

E assim começa o recrutamento da nova Brigada Vermelha e o ciclo de violência, vingança e sangue começa mais uma vez.

Soldado da Brigada Vermelha
Exigencias: PdF ou F 1, A1, Sobrevivência, Inimigo.

Se Sangra, Morre: Um ataque feroz do membro da brigada vermelha abre feridas profundas em seus alvos. Quando o soldado da brigada vermelha consegue um dano critico ele pode gastar 1pm para adicionar um efeito de sangramento ao dano, inimigos sangrando perdem 1 pv por turno ate serem curados ou morrerem, inimigos atingidos podem fazer um teste de A para negar o sangramento, novos críticos podem acumular o efeito.

Inimigo Meu: Com um ódio profundo sobre aqueles que lhe mataram entes queridos o soldado da brigada vermelha parece atacar com força sobrenatural seus desafetos. Quando enfrenta inimigos os críticos causados contra o inimigo escolhido do soldado aplicam críticos x3 ao invés de x2.

Treinamento Avançado de Guerra: Pensado rápido, pronto para batalhar ate a morte alguns truques do soldado da brigada vermelha são mais integrados ao treinamento. O soldado da brigada ligeira consegue usar a manobra ataque carregado gastando um movimento ao invés de uma ação completa.

Suportar o Sofrimento: Acostumados a agruras o soldado da brigada vermelha continua lutando ate seus alvos caírem, se ele não conseguir viver para vê-los morrer, vai pelo menos leva-los consigo. Seja por alguma habilidade treinada ou benção sobrenatural o tempo torna cada vez mais difícil um membro da brigada vermelha cair, a cada 5 pvs que ele perde ele ganha +2 de FD.

Posicionar: Quando necessário o soldado sabe dar sangue pela vitória, acostumado com a dor e sabendo bem o quanto pode aguentar e quanto consegue ignorar do inimigo ele toma a linha de frente para proteger  a sua equipe. Tomando uma posição de defesa total o soldado perde as ações de movimento por turno, menos aquelas acrescidas por vantagens, contudo ganha armadura extra a dano físico (corte, perfuração, esmagamento).


O Comungante Carmesin

Devastados por uma dolorosa sensação de perda e desespero, os Comungantes Carmesins encontram consolo para sua dor na companhia da sombria Brigada Vermelha. Entorpecidos por sensações físicas menores, eles buscam ativamente feridas graves no campo de batalha para esquecer sua angústia mental.
Trazendo terror a todos que entendem
por quem os sinos dobram
eles dobram por você herege



Como um presente de despedida ao deixar o mosteiro Mendelista, cada um deles é presenteado com um Sino da Expiação. O Comungante Carmesim pode canalizar a tristeza do Segundo Metacristo através do som do sino, fazendo com que todos fujam em desespero.

Os Comungantes Carmesins são criados a partir de voluntários que perderam um ente querido e agora, com seus sentidos aguçados pela comunhão química, eles experimentam níveis extraordinários de tristeza e culpa. Embora não respondam a nenhum outro estímulo, eles sentem uma conexão instintiva e extraordinariamente forte com os soldados da Brigada Vermelha. Eles seguem a Brigada em suas missões condenadas, tão leais quanto seus cães, e carregam sinos de bronze que dobram sobre a Terra de Ninguém.

Em combate, eles atacam qualquer um que ameace um membro da Brigada com raiva e ferocidade surpreendentes. Eles usam capacetes para esconder seus rostos, que evitam revelar, e lutam usando grandes manguais ou martelos para pulverizar Hereges ou outros inimigos da Brigada. Muitas vezes tomados pela loucura os Comungantes Carmesins pegam os crânios de aliados e inimigos e carregam consigo dando-lhes os nomes daqueles que perderam e morbidamente conversando com eles.

Comungante Carmesim
Custo: 3 pontos.

Mutações poderosas: com um corpo gigantesco e embrutecido é difícil qualquer coisa ser mais forte que o comungante carmesim. A vantagem única recebe F+3 e R+3 assim como a desvantagem modelo especial e a maldição leve Ódio ao próprio aspecto, onde o personagem não consegue deixar o rosto a mostra e a insanidade de fantasia que os faz colecionar crânios, mais a insanidade pode ser recomprada.

Desconforto sobrenatural: O comungante deixa a maioria das pessoas normais inquietas perto dele, em termos de regras ele é assustador e tratado como monstruoso com as pessoas tendo medo dele e evitando estar perto.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Adaptação

Releitura de Lamòrdia de Ravenloft


Como já dizia Mary Sherley. Devemos humildemente admitir que a invenção não consiste em se criar a partir do nada, mas sim a partir do caos. Mas adiciono algo nessa frase, invenção é criar a partir do caos motivado pelo desejo ou necessidade, nenhum destes sendo excludente ao outro. Ravenloft foi um dos cenários de D&D que mais gostei, embora muitos dos domínios do medo me soem pouco interessante, já narrei no feudo absolutista de Falkovia, na terra negra da Barovia, nas terras sinistras assoladas por lord South ou por Vecna, diante dessas opções, raras foram as vezes que voltei meus olhos aos outros feudos ou regiões, os lordes negros muitas vezes me pareciam cansativos, baseados em filmes de terror que eu não gostava ou não achava profundos o suficiente para um jogo longo, ou os lordes desprovidos de capacidade, poder e recursos, para fazer frente a um grupo verdadeiramente dedicado. Sabem bem os mestres como jogadores conseguem torcer o mundo a partir de suas ações, entre esses estão os lordes da Lamòrdia, o trágico doutor Victor Mordenheim.

Lamòrdia, uma terra litorânea num ponto norte dos domínios do pavor o que faz ela sofrer com climas quase polares, se é que isso realmente faz sentido em um plano dominado pelos poderes negros, o frio açoita Lamòrdia com fúria incessante, com ventos e tempestades frequentes e quando a temperatura cai de verdade o mar congela tornando impossível deixar a cidade por mar, a floresta de clima ibérico conhecida pelos habitantes locais como "a besta adormecida" separa as únicas duas cidades do feudo, Ludendorf e Neufurchtenburg, cada uma delas sendo uma cidade pequena mesmo aos padrões de D&D, com menos de mil habitantes cada uma, e com a floresta separando essas cidades e o feudo das terras de Falkovia.

Alguns jogadores ja poderiam estar pensando em terras habitadas por vikings que aproveitam a primavera e verão para embarcarem em dracares e saquear as demais terras próximas, homens de ferro em busca de escravos e riquezas mas não é o caso de Lamòrdia, uma terra renascentista e secular, no mínimo, a descrença no domínio do terror é notória com nenhuma de seus nativos sendo verdadeiramente fiel a alguma divindade, não praticando magia arcana ou possuindo sangue magico, mesmo as religiões institucionalizadas não acreditam que os deuses realmente se importem com assuntos mortais, preocupadas apenas em preparar as almas das pessoas para o pós vida. Ironicamente o agnosticismo ou mesmo ateísmo cientifico seja esmagador entre a pequena população.

Nesse local o doutor Mordenheim se tornou um duplo do conhecido doutor Frankestein, criando seu monstro que sai de seu controle, mata ou mutila sua esposa, não fica totalmente claro, afinal coração batendo é diferente de estar vivo, sabemos isso pela medicina moderna e em minha opinião Elise já não existe e o que Mordenheim mantem em suas maquinas é apenas uma casca com sangue pulsando ainda que falou duas vezes com Victor apenas através dos poderes negros brincando com o cientista.

É dito que a qualquer sinal de crime hediondo, a comunidade faz justiça com as próprias mãos mas não o fazem com Viktor, mesmo que saibam através de historias crescentes que golens de carne insanos emergem de seu laboratório, o doutor é ignorado, já seu poderoso monstro, Adão, este se contenta em ser o bicho papão do doutor ou dos jogadores, o texto explica que Adão é o lorde negro de Lamòrdia mas além dos poderes usuais de imortalidade e controle sobre as fronteiras que são comuns mais não estendidos a todos os lordes, Adão é apenas uma lenda local que não faz muito além de atormentar brevemente seu criador e assombrar a floresta local.

Com essas contradições não é a toa que Ignorei Lamòrdia por tanto tempo, sem paixão, sem fúria e sem tragédia além da do próprio doutor que tem muito texto descrevendo suas cicatrizes e sua lamuria mais pouco suas ações e sua loucura. Mordenheim poderia ser para Frankenstein o que Nosferatu é para Drácula, e longe de eu ser o mais capaz de fazer isso, pelo menos apresento aqui uma visão que pode inspirar você a construir um vilão semelhante ou usar esse em suas mesas, ou porque não, usar a modificação em Lamòrdia, para mais uma terra das sombras vir a ser palco de horror e tragédia grandes o suficiente para a intervenção de um grupo de aventureiros.


Que obra prima o homem

Quão nobre pela razão

Quão infinito pelas faculdades

Como é significativo na forma e nos movimentos

Nos atos qual semelhante aos anjos

Na apreensão como se aproxima dos deuses

Adorno do mundo

Modelo das criaturas

                                                        -Shakespeare. 


Dr Viktor Mordenheim


Um gênio, medico cirurgião, engenheiro e biólogo. Mordenheim era obcecado por uma coisa, o segredo da vida, o segredo que ele sabia que existia mais que os deuses não compartilharam com os homens, a cura para a morte seria sua maior criação ou se ele não conseguisse, através dele outro conseguiria, tais pensamentos o incentivavam a seguir em frente, as horas intermináveis de trabalho e dedicação embranqueceram seu cabelo e deixaram sua face lívida, debruçado sobre livros científicos e arcanos igualmente, mesmo considerando a magia um desvio da verdade, o genial doutor moldou sua técnica a partir de uma teoria de criação de golens de carne, Necromancia e seu conhecimento de anatomia ele começou aquilo que o condenaria, talvez desde esse momento os dedos dos poderes negros estivessem guiando sua mão?

Perdendo o cuidado Victor roubou dezenas de cadáveres para fazer seu golem, tais profanações não passaram desapercebidas mas com seu semblante cadavérico confundido com vampiros Victor afastou para sua sorte os homens de menor coragem que o viram carregando corpos.

Buscando o segredo na vida de outros seres vivos, através de experiência com animais ele foi moldando o corpo de seu Magnum Opus, numa torrente de loucura criativa os muitos cadáveres humanos foram moldados como o barro nas mãos de um deus e um monstro foi moldado, ainda cego por sua loucura ou talvez pelos poderes negros, em suas descobertas entendendo que eletricidade poderia despertar uma centelha de vida em golens, viktor esperou uma das tempestades que são comuns na região.


Chuva vem, alma volte do além.

O segredo da vida Deus não compartilhou
mas se foi o homem que fez Deus então
foi o homem que criou o segredo.

O nascimento do monstro que futuramente seria chamado de Adão por si mesmo e por Viktor ou de Pai por suas próprias criações que surgiriam no futuro foi no mínimo traumático para ambos, Adão nasceu ou foi arrancado do descanso eterno? havia diferença entre um e outro? Trazido de volta a existência em urros de dor corpo tremulo e choro de desespero, tão semelhante a bebes recém nascidos, mais de maneira assustadora e traumática, pois um corpo poderoso com a força de muitos homens destruía tudo em seus espasmos de nascimento, arrebatado pelo caos do nascimento de Adão, Mordenheim fugiu, derrubando estantes e béqueres em seu caminho e no final da fuga lançando lampiões acessos nas misturas inflamáveis, tentativas de não ser seguido pelo monstro insano? tentativas de destruir sua criação? talvez nem o doutor saiba, e ele sabia muito menos que após o trauma do nascimento seu monstro olhou o mundo com uma sobrenatural sabedoria, a mente de um artista e o entendimento de um sábio jazia atrás daqueles olhos que se abriam a primeira vez para o mundo, e mesmo nesse primeiro momento de vida em meio a chamas que pouco significavam para ele o monstro sabia que ele era único e que seu criador o odiava o suficiente para tentar mata-lo.


Se não me ensinaram a viver porque questionam que só sei matar?


Sorte ou destino, com os corpos sendo roubados a cidade havia finalmente se rendido a superstição e trazido caçadores de vampiro para lidar com Viktor, o incêndio em seu laboratório atraiu atenção dos guerreiros que partiram para o ambiente apagando o incêndio enquanto adentravam o lugar esperando encontrar o monstro que vieram matar, encontraram um monstro, muito mais perigoso que julgaram, Adão destruiu aqueles homens com violência e raiva, sua força capaz de partir o crânio de um boi com um soco foi mais que o suficiente para matar os aventureiros apesar do poder dos mesmos, o monstro não se apressou a fugir, saqueou o que precisava do laboratório, sabendo bem que sua sabedoria, suas faculdades, nada disso fazia sentido, sabia apenas que sabia, sabia ler, questionar, matar com poucos movimentos, mais pouco compreendia do mundo ao redor e sobre isso tinha voraz curiosidade, levando para a floresta os livros que conseguiram sobreviver do breve incêndio assim como o próprio diário cientifico de Viktor Mordenheim.

Enquanto isso acontecia o doutor se refugiou na casa de seus pais que o receberam sem fazer muitas perguntas, com corpo adoecido e juízo abalado Mordenheim se fechou em seu próprio quarto por dias, aterrorizado demais para dormir ate que o sono se fez valer e ele dormiu por dias seguidos antes da exaustão o deixar para que pudesse acordar, ainda muito cansado mais consciente ele voltou a comer, sua insanidade temporária havia sumido e ele se perguntava se as memorias eram reais, se ele conseguiu mesmo gerar vida e se era tão terrível quanto ele alucinava que foi, pois se fosse isso explicava porque os deuses não reviviam ninguém.

Duas coisas há no mundo que existem
uma única vez, acima o intrincado sol
abaixo Adão... Talvez eu tenha
criado o sol e as estrelas, mas...
... já não lembro.

O tempo de recuperação do doutor foi longo e durante esse tempo Adão lia avidamente todos os livros de seu criador sobretudo o diário cientifico, ele iria criar iguais a ele e assim não ficaria sozinho, pois se seu criador o odiava ele seria melhor, ele iria guiar suas criações, era o que Adão pensava enquanto um sentimento de retribuição surgia em sua mente, devido as caçadas regulares que faziam a ele, os boatos do ogro, do vampiro, do monstro da floresta cresciam enquanto a contagem de corpos acompanhava os boatos, Viktor contudo se distanciou do povo normal e abandonou sua pesquisa, seus pais apresentaram a seu filho uma bela mulher chamada Elise e um namoro e um amor nasceu desse encontro, enquanto o relacionamento de Viktor crescia e florescia, Adão criava seus primeiros filhos mais eles eram primitivos, insuficientes, ele ainda era único pois suas criações eram pouco mais que crianças violentas que seguiam ordens muito bem mas raciocinavam pouco, era claro que faltava algo, a cada nova tentativa um novo fracasso ate que Adão se convencer a visitar seu odiado criador em busca do segredo da vida passaram anos e Viktor já era um homem casado.


No começo Deus fez o homem, no fim Deus foi morto pelo homem que agora quer ser Deus.


Sou costurado a meus erros

O reencontro de Viktor e Adão foi no mínimo uma piada de mau gosto, Adão invadiu o quarto de Viktor após dias o observando das sombras, com uma capacidade sobrenatural de se esconder, na noite que falaram Viktor entrou em seu quarto e viu Adão após ele ser iluminado por um raio, não se sabe as palavras exatas, sabe-se apenas que Adão mostrou o diário de Viktor, exigindo o segredo final que não estava no mesmo, falando que se seu criador fizesse esse único favor a ele, o mesmo sumiria, nunca mais seria visto por aquele pais.

Diante do hercúleo monstro Viktor duvidou das palavras, não acreditando em nenhuma delas mais fingindo precisar de algum tempo para pensar e organizar as memorias ele convenceu Adão a ir embora, na mesma noite ele fugiria com sua esposa, preparando as pressas um barco que os levaria para longe, longe daquele lugar e do alcance de Adão, mau sabia Viktor que o monstro esperava uma traição e nunca realmente o deixou sozinho, vendo que seu criador não pretendia ajuda-lo Adão causou um acidente no navio, incendiando o paiol de pólvora o fazendo explodir, a morte premeditada do seu criador junto com todas as crueldades de Adão, matando pessoas e as transformando em monstros o levaram a ser escolhido pelos poderes negros e naquela noite o domínio de Lamòrdia se formou e seu lorde das sombras foi elevado dentre todos os condenados. Hoje Adão comanda um grupo de dezenas de golens, se divertindo em torturar seu criador e matar aqueles que o desafiam, vendo a si mesmo como um homem superior Adão age como um sábio e se veste com o máximo de refino que consegue em todas as situações mas as vezes os ataques de ódio do mesmo mostram sua natureza violenta e monstruosa com clareza, nesses momentos ele mata ate se acalmar, mesmo que sejam aliados, afinal ele é único e tudo é menor que ele.

Como uma piada final, os poderes negros "costuraram" a vida de Viktor a de Adão o que permitiu o cientista sobreviver ainda que com imensas sequelas, sua esposa morta, sua vida destruída, seu erro persistente o assolando e o monstro continuando a criar feras semelhantes a ele fizeram Viktor ter um impulso de vingança, o cientista aproveita sua aparente imortalidade para caçar Adão que se diverte atormentando o homem, permitindo que ele o persiga mesmo sendo incapaz de o matar, Viktor vive como um patrulheiro agora, deformado e irreconhecível, quase sempre bêbado demais para parecer o homem culto que de fato é, o insulto final dos poderes negros ligou a vida de Adão e a de Viktor, ambos sentem as mesmas dores ainda que não percam vitalidade juntos e a única forma de dar um fim definitivo a ambos é mata-los ao mesmo tempo, do contrario, eles retornaram a vida mesmo que precisem ser refeitos pelos poderes negros.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Texto da Meia Noite

 Hoje Foi Bom Viver


Depois de chorar

Depois de sofrer

Tive tempo pra pensar
Tempo pra escrever

Refletir sobre amar
Refletir sobre ser
Tentar deixar a tristeza secar
Embora minha alma as vezes faça chover

Tive tempo pra sonhar

Tive tempo pra escrever

Uma pequena canção cantar
Alguns belos desenhos ver

Sentei para me lamentar

Levantei para comer

Gargalhei após boas piadas escutar

Um momento para mim consegui ter

Onde a solitude pude apreciar

Virando os olhos para meu próprio ser

Espero hoje sonhar

Em belos bosques me perder

Onde possa com um sorriso confirmar

Hoje foi bom viver.